PT de Minas diz a Dirceu que dará apoio parcial a Aécio

Integrantes da bancada do PT na Assembléia Legislativa de Minas Gerais disseram hoje ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que os recebeu no Palácio do Planalto, que não atenderão integralmente ao apelo público feito no último dia 28 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a bancada apóie o governador Aécio Neves na Assembléia. Depois do encontro com Dirceu, o líder petista da bancada estadual, Rogério Correia, afirmou que os parlamentares não concordam com proposta do governador que regulamenta a demissão de servidores públicos do Estado por meio de avaliação de desempenho. Ele, no entanto, avaliou que a recusa parcial ao pedido de Lula não dificultará o entendimento do governo federal com os governadores para aprovação das mudanças constitucionais no Congresso. As reformas defendidas por Lula interessam principalmente aos Estados, avaliou. "Foram os governadores que pediram, por exemplo, a taxação dos inativos. Não pode haver troca-troca de reformas nem misturar abacaxi com mamão." Participaram do encontro com Dirceu oito deputados estaduais e sete federais, além do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). O líder disse que os 15 petistas na Assembléia vão apresentar emendas para "aperfeiçoar" 16 projetos enviados por Aécio Neves para reformular a estrutura administrativa do Estado, à exceção daproposta de demissão por insuficiência de desempenho. "Neste caso, não há acordo com o governador", afirmou o parlamentar. Dos 77 deputados estaduais mineiros de todos os partidos, Aécio Neves teria apoio de 61. Embora tenha ressaltado que está aberto ao diálogo com o governador, Correia não deixou de alfinetá-lo. "Acho muito estranho que ele tenha vindo primeiro ao presidente em vez de conversar com os servidores públicos e a bancada do PT", afirmou. "Não é preciso que o governador saia de Minas e venha causar constrangimento ao presidente em assuntos que o governo não é obrigado a conhecer."

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