PT de Mato Grosso suspende direitos políticos de ex-senadora

Legenda alega infidelidade partidária de Serys Marli Slhessarenko durante as eleições de 2010; punição tem duração de um ano

Fátima Lessa, da Agência Estado

30 de maio de 2011 | 18h51

CUIABÁ - Por 28 votos contra 17 pela absolvição e um pela expulsão, o diretório regional do PT de Mato Grosso decidiu nesta segunda-feira, 30, suspender a ex-senadora Serys Marli Slhessarenko de qualquer atividade política pelo diretório por um ano. A decisão foi comparada pela petista como "autoritarismo fascista". Serys tem 10 dias para recorrer ao diretório nacional. O partido alega que a ex-senadora fez campanha para candidato da coligação rival nas eleições de 2010.

Nesta terça-feira, 31, advogados da ex-senadora entram com aditamento requerendo que a medida cautelar interposta pela ex-senadora em 17 de maio seja julgada ainda nesta semana. Na cautelar, Serys pedia a anulação de todo processo que culminou com a sua suspensão.

O presidente do diretório regional, deputado federal Ságuas Moraes, disse que a decisão do diretório fecha um processo que começou nas prévias de 2010, há cerca de um ano. Por maioria, os militantes decidiram que a candidatura ao Senado deveria ser do Carlos Abicalil. Ao ser derrotada, Serys acusou o colega de partido de traição e não incluiu o nome e nem o número do Abicalil em seu material de propaganda, que acabou perdendo a disputa para o ex-procurador Pedro Taques (PDT).

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