PT de BH deve homologar neste sábado aliança com PSB

Após Executiva Nacional vetar aliança, possibilidade de união entre tucanos e petistas depende de Aécio

EDUARDO KATTAH E DANIELA NAHASS, Agencia Estado

20 de junho de 2008 | 17h46

O Diretório Municipal do PT irá homologar neste sábado, 21, a aliança com o PSB na eleição em Belo Horizonte e a indicação do deputado estadual Roberto Carvalho como candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Márcio Lacerda (PSB). Para o presidente do PT-BH, Aluísio Marques, após a Executiva Nacional petista manter o veto à coligação o PSDB, a possibilidade de união entre tucanos e petistas na capital mineira depende agora da disposição do governador Aécio Neves e de seu partido de participarem informalmente da aliança.     Veja Também: Calendário eleitoral das eleições deste ano  Marques minimizou nesta sexta os reflexos da resolução da Direção Nacional e destacou que a aliança poderá ocorrer no aspecto "real." "A única coisa que a gente perde mesmo é o tempo (no programa eleitoral no rádio e TV). Eles (os tucanos) vão participar da campanha, de tudo. É muito importante a participação deles, é fundamental." Ontem, a Executiva Nacional petista recusou um recurso apresentado pelo PT municipal após a entrevista concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Jornal do Brasil. O presidente condenou a decisão da cúpula petista. A aliança em torno da candidatura de Lacerda é articulada por Aécio e pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). O governador, após dar declarações dúbias sobre a participação do PSDB, já sinalizou que aceita integrar informalmente a aliança. Nos últimos dias, Aécio e Pimentel posaram para fotos juntos e deram declarações garantindo que estarão juntos na campanha. A convenção oficial será precedida de uma reunião do Diretório Municipal, que não pretende desafiar ou questionar a resolução da Direção Nacional quanto ao afastamento do PSDB e PPS da chapa. "Não tem discussão mais", disse. "Vamos cumprir rigorosamente as regras, não vamos sair das regras. Sou contra a resolução, acho que a idéia está errada, mas não cabe à instância municipal aprovar ou desaprovar uma decisão nacional", ressaltou Marques.

Tudo o que sabemos sobre:
PTPSBeleições municipaisPSDB

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.