PT de BH desafia direção e mantém acordo com Aécio

Partido aprova deputado estadual como vice de secretário de tucano

Leonardo Werner, BELO HORIZONTE, O Estadao de S.Paulo

28 de abril de 2008 | 00h00

O Diretório Municipal do PT em Belo Horizonte desafiou o Diretório Nacional do partido e confirmou, na manhã de ontem, a indicação da candidatura do deputado estadual Roberto Carvalho a vice-prefeito da chapa liderada por Márcio Lacerda (PSB) para as eleições municipais de 2008 na capital mineira.A escolha foi uma demonstração de que os petistas de Belo Horizonte deverão enfrentar o veto imposto pela Executiva Nacional do partido a uma aliança com o PSDB para o pleito deste ano. Lacerda, deputado estadual e Secretário do Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, é o nome apoiado pelo governador do Estado, Aécio Neves (PSDB), para a sucessão municipal. Na quinta-feira, a aliança do partido com o PSDB foi vetada pelo PT.Os dirigentes petistas alegaram que a disputa na capital mineira era mais que um confronto político municipal, por ter, de um lado, o nome de Aécio. Potencial candidato à Presidência da República em 2010, o governador, sob a ótica da nota divulgada pelo PT, teria sua imagem fortalecida com uma eventual vitória da chapa.Idealizador da aliança, juntamente com Aécio, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), compareceu ao encontro do diretório da capital mineira na manhã de ontem. De acordo com ele, é firme a posição do partido na cidade de levar adiante a candidatura de Carvalho e Lacerda. Pimentel afirmou que vai continuar lutando pela idéia, apesar da resistência que vem encontrando. IRRITAÇÃOO prefeito foi um dos que mais se irritaram com a proibição imposta pelo seu partido à aliança em Belo Horizonte. Na própria quinta-feira, ele, por meio de nota, classificou a decisão do PT como "politicamente equivocada e estatutariamente não embasada". O político afirmou que usaria de todos os recursos disponíveis para reverter a proibição, "fazendo prevalecer a decisão soberana dos delegados eleitos pelo voto direto da base do partido em Belo Horizonte".Pimentel se referiu à votação realizada em 30 março, quando a chapa "PT pelo Entendimento", que defendia o acordo, derrotou a "PT Tucano Não", com aproximadamente 85% dos votos válidos de seus delegados da capital mineira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.