PT critica atuação de Jucá no Senado

Líder do governo é novo alvo na briga dos petistas com o PMDB

Cida Fontes, O Estadao de S.Paulo

15 de novembro de 2008 | 00h00

Não é só a disputa pela presidência do Senado que põe PMDB e PT em campos opostos na Casa. A briga tem novo capítulo e o alvo da bancada do PT agora é o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Nos bastidores, ele é acusado pelos petistas de ausente e desarticulado na condução de assuntos de interesse do Planalto e da base aliada no Congresso. A líder do PT e do bloco governista, senadora Ideli Salvatti (SC), não se conteve esta semana e fez uma cobrança pública ao colega. "Você anda em lugar incerto", disse a Jucá em uma rodinha de senadores da oposição. "Estava em meu Estado", respondeu o peemedebista.Jucá comentou com seus partidários que no início do ano o PT tentou tirá-lo da liderança. "É uma recaída", brincou. "Não é hora de discutir isso. O cargo é do presidente Lula e, no começo de cada ano, eu costumo pôr à disposição dele", reagiu. Na exposição do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, Jucá e a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso, não acompanharam as explicações sobre a crise financeira. Mas não foram só eles: Ideli e Valdir Raupp (RO), líder do PMDB no Senado, também estavam fora de Brasília.A atuação de Jucá foi motivo de críticas do PT na semana passada, quando o plenário votou MP relativa à isenção tributária de doações ambientais do Fundo Amazônico. No plenário os comentários eram de que o líder estaria atendendo interesses de lobistas. "Imagine se eu faria isso. Eu opero para o governo", insistiu Jucá. Outra queixa do PT é de que o peemedebista não reúne os líderes do bloco para discutir os projetos e organizar as votações.Se o PMDB insistir em permanecer no comando do Senado, a bancada do PT, que já se queixa da falta de prestígio na Casa, deve reagir para ocupar a liderança.

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