PT convocará líder do MLST para explicar invasão na Câmara

Além de remeter aos diretórios municipais a abertura de comissão de ética para os filiados Oswaldo Bargas e Expedito Veloso acusados de envolvimento no escândalo do dossiê Vedoin contra tucanos, a Executiva Nacional do PT decidiu convocar o ex-secretário de Movimentos Populares Bruno Maranhão para prestar explicações. Ex-líder do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), Maranhão é acusado de comandar a violenta invasão da Câmara dos Deputados pelo grupo, em junho do ano passado. Foi preso e afastado da Executiva petista, mas o partido nunca chegou a abrir comissão de ética para avaliar o caso.Maranhão será ouvido pela cúpula do partido em reunião reservada, que deve ocorrer em fevereiro. Em novembro do ano passado, ele participou de reunião do Diretório Nacional do PT, em São Paulo, ignorando apelos de petistas para que não comparecesse ao encontro. Na ocasião, disse estar sendo "injustiçado".Pernambucano e de família de usineiros, Maranhão chegou a comparar sua trajetória à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem pediu votos na campanha eleitoral.A decisão tomada pela Executiva, em reunião nesta terça-feira, não significa que Maranhão será expulso do PT embora essa possibilidade tenha sido levantada à época da invasão, nem que o partido abrirá comissão de ética para investigar sua participação no quebra-quebra da Câmara. Na prática, o PT quer "limpar a pauta" dos escândalos para a comemoração de seus 27 anos, no dia 9 de fevereiro, em Salvador (BA), com a presença de Lula.

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