PT cogitou formar grupo maior contra 'blocão' do PMDB

O PT adotou a estratégia de minar, na base, a tática do PMDB de formar um "blocão" com outros quatro partidos aliados com intuito de exigir espaço no primeiro escalão do governo e isolar o partido na disputa pela presidência da Câmara. Após reuniões da cúpula que atravessaram a madrugada de ontem, o PT avaliou que o PMDB não sustentará a formalização do bloco com 202 deputados, como anunciou na terça-feira, com o PR, o PP, o PTB e o PSC.

AE, Agência Estado

18 de novembro de 2010 | 10h37

Mesmo assim, setores do PT chegaram a fazer cálculos e concluíram que, se necessário, poderiam buscar outros partidos da base - PSB, PDT, PCdoB, PV, PMN e outras legendas menores -, e com elas formar outro bloco com um número maior de deputados. A reação mostra a guerra fria existente entre PT e PMDB pela hegemonia de poder na Casa e no governo da futura presidente Dilma Rousseff. Pressionados, os partidos-satélites do PMDB sinalizaram o desembarque do blocão.

"Quiseram (o PMDB) colocar a faca no nosso pescoço, mas eles não têm força para isso. Nós concluímos que o melhor era trabalhar dentro dos partidos e deixar o PMDB com a brocha na mão. O bloco durou apenas algumas horas. Agora, o PMDB terá de vir conversar conosco em outros termos", disse um dirigente petista, que participou de diversas reuniões do governo. Na avaliação feita da cúpula petista, o PMDB não teria como concretizar o bloco com tantos interesses diferentes de cada partido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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