PT cita ‘tapetão’, mas não quer alimentar polêmica

Presidente do partido considera auditoria pedida pelo PSDB ‘um desrespeito aos eleitores e à Justiça Eleitoral’

Ricardo Della Coletta, Ricardo Galhardo e Ana Fernandes , O Estado de S. Paulo

31 de outubro de 2014 | 22h36

A decisão do PSDB de pedir uma auditoria especial para o 2.º turno da eleição presidencial irritou o PT, que passou a classificar o caso como uma tentativa do adversário de ganhar no “tapetão” a partir de um “3º turno” das eleições presidenciais.

Segundo dirigentes do PT e coordenadores da campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, a ordem agora, após a resposta oficial, é deixar o tema “3.º turno” de lado e manter o foco na criação de melhores condições de governabilidade e na montagem do governo. 

Convalescente de uma forte gripe, o presidente do PT, Rui Falcão, divulgou nesta sexta-feira, 31, apenas uma frase para ser publicada no site do partido. “Parece coisa de time perdedor, que depois do jogo bota a culpa no juiz”, disse. 

Desde quinta-feira o advogado da campanha, Flávio Caetano, minimizava a manobra dos tucanos. “É um pedido absurdo. A petição é inepta”, disse ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. “O partido derrotado vem agora por causa de quatro, cinco pessoas que postaram isso no Facebook fazer esse pedido? Isso não pode ser levado a sério”, acrescentou. 

Fato concreto. Para Caetano, a peça do PSDB não tem um fato concreto que indique irregularidades. “A peça realmente não tem nada, se baseia em um único site, é até vergonhoso.”

A avaliação no PT é que o único objeto dos tucanos seja agradar aos ativistas digitais que apoiaram Aécio e não aceitam a derrota. “O PSDB está jogando para a plateia. Se não reagirem estarão no caminho de se tornarem um partido de direita”, disse o secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza.

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