PT avalia riscos nos ‘segredos do passado’

Integrantes da cúpula petista interpretaram a decisão de Silvio Pereira de se colocar à disposição do juiz Sérgio Moro como um indício de que, se pressionado, o ex-dirigente petista poderia revelar segredos do passado. Os petistas, no entanto, minimizam o fato já que Pereira está afastado da vida partidária desde 2005, quando se desfiliou do partido em meio ao escândalo do mensalão.

O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2016 | 09h07

Apenas um dos atuais integrantes da executiva do PT chegou a exercer cargo na direção nacional do partido na mesma época em que Silvinho, como é conhecido, lembrou um petista.

A maior preocupação quanto a um eventual depoimento de Pereira é em relação a ex-integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva e ao próprio ex-presidente, alvo de investigações da Lava Jato e do Ministério Público Estadual.

Embora tivesse pouco poder de decisão, Silvinho teve papel fundamental nas negociações com partidos aliados e com alas do PT para a composição do primeiro governo de Lula. A mando do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, Pereira controlava o mapa de cargos e acompanhava de perto as negociações e conhecia os critérios para nomeações em ministérios e estatais.

Segundo pessoas que tiveram acesso a Silvinho nos últimos dias, o ex-dirigente petista está inconformado com o depoimento do lobista Fernando Moura, que envolveu o ex-dirigente em nomeações para a direção da Petrobrás e disse que o ex-petista recebeu mensalmente dinheiro do esquema – um “cala-boca”. Aos poucos interlocutores, Pereira afirma que Moura está mentindo. No restaurante da família, onde trabalha como cozinheiro, em Osasco, parentes disseram que Silvinho está afastado desde que seu nome surgiu na Lava Jato.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.