PT avalia que candidatura de Marta é inevitável

Animado por pesquisa, presidente estadual do partido aguarda volta da ministra, que está na China, para conversa

Gustavo Porto e Clarissa Oliveira, O Estadao de S.Paulo

01 Abril 2008 | 00h00

O Diretório Estadual do PT só aguarda o retorno da ministra do Turismo, Marta Suplicy, que está visitando a China, para definir a candidatura dela à Prefeitura de São Paulo. "Vamos marcar uma reunião para conversar com a ministra. Ela tem o receio de deixar o cargo, porque tem muitos projetos a fazer, mas a candidatura cresce a cada dia e só depende dela aceitar a disputa", disse Edinho Silva, presidente estadual do PT e prefeito de Araraquara (SP).Ele admitiu que a candidatura de Marta à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) é inevitável - e só depende de uma resposta positiva da ministra - principalmente depois do resultado da última pesquisa Datafolha, divulgada no domingo. No levantamento, Marta aparece com 29% na pesquisa estimulada, empatada tecnicamente com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 28% da preferência do eleitor. "A pesquisa foi ótima e mostra que quanto mais perto a eleição, mais ela vai crescer", afirmou Edinho Silva.A reunião da cúpula paulista com Marta deve ocorrer, se possível, antes de sexta-feira, quando a ministra visitará o Guarujá (SP), em companhia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outro encontro articulado pelas lideranças petistas do Estado de São Paulo é o de Marta com o ex-governador Orestes Quércia, do PMDB, partido que é cobiçado para alianças por todos os pré-candidatos a prefeito da capital paulista."Vamos conversar com a Marta primeiro e depois agendar um encontro entre o dois", disse Edinho Silva, que já manteve reuniões com Quércia para costurar uma coligação entre os dois partidos, na qual PMDB indicaria o nome vice. EMBALONo fim de semana, aliados de Marta comemoram o resultado da pesquisa Datafolha. Diante dos números, eles avaliaram que a ex-prefeita fez bem em adiar o anúncio oficial de sua candidatura, já confirmada nos bastidores do governo e do PT.Com isso, dizem petistas, Marta ganhou força diante do racha entre o DEM do prefeito Kassab e o PSDB de Alckmin. Antes de definir uma data para o anúncio, entretanto, o PT aguarda uma resposta de Quércia ao acordo proposto há algumas semanas. Se aceitar integrar o palanque da ex-prefeita, o ex-governador poderá levar a indicação do vice de Marta, além do apoio petista para se lançar a uma vaga no Senado nas eleições de 2010.

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