PT ataca FHC e comemoração do 7º aniversário do Real

A Presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou hoje nota repudiando o uso de dinheiro público na cerimônia de comemoração do sétimo aniversário do Plano Real, realizada ontem em Brasília. Segundo o comunicado, que ataca o "cinismo" do presidente Fernando Henrique Cardoso, "trata-se de um abuso de autoridade por parte do presidente e de seus ministros usar recursos públicos para fazer propaganda política, atacar gratuitamente a oposição e proclamar bravatas sobre seu governo e seu candidato".Assinada pelo presidente nacional do partido, José Dirceu, a nota diz também que "o governo federal não usa a mesma energia para vencer a corrupção, a crise energética e a alta do dólar". O comunicado acusa ainda Fernando Henrique de covardia diante da crise argentina e das recentes críticas disparadas contra o Brasil pelo ministro da Economia argentino, Domingo Cavallo. "O presidente e seu governo estão acovardados frente à crise que se avizinha e submetem-se às agressões gratuitas ao Brasil do sr. Domingo Cavallo", diz a nota.Olívio e as eleiçõesO governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT), criticou hoje a troca de ataques entre potenciais candidatos à Presidência da República e defendeu uma campanha baseada em projetos políticos. Para Olívio, "em respeito ao cidadão brasileiro, tínhamos de estar nesta fase propondo, argumentando e construindo projetos".Em entrevista concedida depois que anunciou o resultado recorde da safra estadual de grãos de verão, de 18,4 milhões de toneladas, Olívio disse que seu partido "deu sinais positivos nesta direção", numa referência ao esboço de programa econômico para 2002. O governador afirmou que considera o PT e os partidos que o acompanham no campo popular e democrático "credenciados" para eleger seu projeto nacional em 2002 e obter a reeleição no Estado."Eleição é a oportunidade da cidadania se manifestar e, pelo seu voto, eleger não só o candidato, mas eleger um programa, um projeto", analisou. Segundo ele, o governo de Fernando Henrique Cardoso está se "estiolando (debilitando) antecipadamente". Olívio defendeu respeito à autoridade do presidente, mas ressaltou que não acredita em sua base política e social, composta pelo "velho caciquismo"."Com esta base política, o presidente está muito mal e acho que nós temos de, neste momento, estar construindo um projeto de desenvolvimento integrado e integrador para o País para ser levado por outros sujeitos sociais e políticos", declarou, ressaltando seu apoio a Luiz Inácio Lula da Silva como a figura central desta proposta.Para o governador gaúcho, o PT não deve se orientar pelas pesquisas. "Esta questão de se orientar segundo esta ou aquela pesquisa é fazer a política ser um balcãozinho de negócios, um jogo de interesses e não a construção do bem comum."

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