NILTON FUKUDA/ESTADAO
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PT assume defesa de jovem que rasgou boneco de Lula em SP

Legenda assumiu a defesa do caso para apurar a origem dos recursos dos grupos que pedem a saída da presidente; nota fiscal do boneco rasgado não foi apresentada à polícia

Ricardo Galhardo, Tonia Machado e Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

28 de agosto de 2015 | 22h07

São Paulo - O PT decidiu assumir a defesa judicial da estudante de direito Emmanuelle Thoazielo, de 21 anos, detida pela Guarda Civil Metropolitana sob suspeita de rasgar o bonecão com um estilete. De acordo com o coordenador do setorial jurídico do PT, Marco Aurélio Carvalho, Emmanuelle é inocente e vai contar com todo apoio do partido.

A entrada da legenda no caso foi autorizada pelo presidente do diretório estadual do PT em São Paulo, Emídio de Souza, e tem como um dos objetivos esclarecer quais são as fontes de financiamento dos movimentos que pedem o impeachment de Dilma. "Nossa esperança é que no decorrer do inquérito a Polícia Civil investigue quem é o dono do bonecão. Afinal, eles nem sequer apresentaram a nota fiscal", disse o advogado. 

'Tour'. O “tour” programado pelos movimentos antigoverno para o boneco inflável que faz alusão ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou com confusão no centro da cidade. Pessoas que não gostaram de ver o personagem exposto no Viaduto do Chá, em frente da Prefeitura, na tarde de ontem, entraram em conflito com os organizadores do protesto. O boneco de 15 metros de altura foi furado. Pelo menos uma mulher foi encaminhada à delegacia por guardas municipais que estavam no local sob a alegação de incitação à desordem pública.

Chamado de “Lula Inflado” nas redes sociais, o boneco se destacou nas manifestações do dia 16 de agosto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Logo de manhã, integrantes dos grupos anti-Dilma SOS Brasil e Brasil Melhor, organizaram a ação, que teve início na ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, na zona sul. A intenção era de que ele aparecesse durante a transmissão do telejornal Bom dia São Paulo, da TV Globo, programa que tem a ponte como cenário de fundo. 

De acordo com o empresário Heduan Pinheiro, líder do grupo Brasil Melhor, eles entraram em contato com o Movimento Brasil, dono do boneco e contrataram um frete para transportá-lo até São Paulo. Na capital paulista, pagaram R$ 4 mil para uma empresa de eventos carregá-lo pela cidade e inflá-lo. A operação, complexa, é feita com um gerador de energia e um ventilador.

Mascote. Segundo Pinheiro, os grupos querem levar o “Lula inflado” para “excursionar” por vários lugares da cidade, ainda não totalmente definidos pela organização, com o intuito de constranger os petistas. A ideia é transformar o boneco em um mascote dos protestos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A hoteleira Celene Salomão de Carvalho, representante do Brasil Melhor em São Paulo, afirmou que o boneco foi levado para ser reparado e deve ser novamente usado no protesto programado para este sábado, na Avenida Paulista. Segundo Celene, seria feita uma reunião para decidir se os grupos contratariam um serviço de segurança particular para o evento.

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