PT aprova resolução que defende governo sobre mínimo

O Diretório Nacional do PT aprovou resolução em que apoia a manutenção da atual política de reajuste do salário mínimo e o prosseguimento do diálogo com as centrais sindicais. Os dirigentes partidários editaram um documento específico com essa orientação. Numa segunda resolução, com 26 itens, o PT defende a reforma política, condena a judicialização da política, pede um novo marco regulatório para as comunicações e se solidariza com a luta dos povos árabes contra as ditaduras do Oriente Médio.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

10 de fevereiro de 2011 | 16h31

"O PT defende a manutenção das regras até aqui acordadas e o prosseguimento do diálogo com as centrais sindicais, para que, também nessa área, o país continue avançando". O partido afirma que o mínimo "passou a ter reajustes reais todos os anos, combinando a reposição inflacionária com o índice de crescimento do País (medido pelo Produto Interno Bruto-PIB) de dois anos anteriores". Acrescenta que o governo Dilma defende o prosseguimento dessa regra.

A resolução sobre o salário mínimo teve apenas um voto contrário, do dirigente Marcos Socol, que defendeu a reabertura do diálogo com as centrais antes da votação do projeto na Câmara. A resolução principal teve o apoio unânime dos 84 membros do Diretório Nacional. "O Diretório Nacional do PT celebra não só o 31º aniversário como o início auspicioso do governo da companheira Dilma Rousseff", começa a resolução principal. O documento remonta ao governo Dilma como o da "continuidade e do aprofundamento da grande transformação" iniciada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A resolução afirma que o PT deve "ser a principal base de apoio do governo Dilma", mas ressalva que também deve atuar como "elo particular de ligação com a sociedade, especialmente com as demandas dos trabalhadores". O documento defende a realização urgente da reforma política, "muito além de uma mera reforma eleitoral". Sustenta que ela tenha conteúdo democrático e republicano e que seu objetivo seja a "radicalização da democracia política e eleitoral como caminho alternativo ao da criminalização e judicialização da política".

O diretório nacional petista sustenta, ainda, o aprofundamento de políticas públicas como as da educação, saúde e segurança, e a "instituição de um novo marco regulatório para as comunicações no Brasil". O documento não aprofunda este item e não detalha como seria este novo marco regulatório.

A resolução faz referência à recente crise política nos países árabes e menciona, expressamente, as manifestações populares contra o governo do Egito. O partido "expressa sua solidariedade com a luta dos povos árabes contra os governos corruptos e antidemocráticos do Oriente Médio - como no caso do Egito -, aliados das potências que, por mais de um século, infelicitam aquela região". Por fim, o documento recomenda que o partido busque "o aprofundamento e a requalificação da sua relação com os movimentos sociais". No 26º item, o último da resolução, os petistas arrematam com um "Viva o povo brasileiro".

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