PT aperta cinto, mas mantém festa para Lula

Com dívida de R$ 27,7 milhões, herdada da campanha de Dilma, o PT está no vermelho e planeja uma festa modesta

Vera Rosa, de O Estado de S.Paulo em Brasília,

16 de janeiro de 2011 | 23h00

A presidente Dilma Rousseff e seu padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, serão homenageados pelo PT na festa de 31 anos do partido, em 10 de fevereiro. A comemoração do aniversário ocorrerá na esteira do ajuste fiscal petista. Com uma dívida de R$ 27,7 milhões, herdada da campanha de Dilma, o PT está no vermelho e planeja uma festa mais modesta do que no ano passado, quando comemorou três décadas e realizou seu 4.º Congresso.

 

 

A cúpula do PT pretende fazer ali um afago a Lula, devolvendo-lhe o título de presidente de honra do partido. Embora ele ainda mantenha suspense sobre a sua presença, os dirigentes do partido prometem convencê-lo a comparecer, retornando a Brasília 40 dias após passar a faixa presidencial para Dilma.

 

 

Em seu aniversário de 30 anos, em 2010, o PT lançou a pré-candidatura de Dilma ao Palácio do Planalto e aprovou as diretrizes de seu programa de governo. O documento continha pontos controversos, como o controle da mídia e o apoio incondicional ao Programa Nacional de Direitos Humanos. Foi modificado na campanha no rastro de uma polêmica sobre a defesa do aborto.

 

 

Agora, o PT prepara para o mesmo dia 10 uma reunião do Diretório Nacional, na qual vai avaliar os primeiros dias do governo Dilma, além do resultado da eleição para as presidências da Câmara e do Senado. Por enquanto, a única fatura apresentada para Dilma diz respeito aos cargos no segundo escalão. Na prática, o PT disputa a primazia da coalizão com o PMDB.

 

 

A lista de convidados para a festa de 31 anos do PT já tem 450 pessoas. O local escolhido para a pajelança é o Sindicato dos Bancários, mas esse endereço ainda pode mudar. A ordem da direção petista, que não revela o custo da comemoração, é segurar os gastos. A campanha de Dilma custou R$ 177 milhões, de acordo com a contabilidade entregue pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e deixou um buraco de R$ 27,7 milhões, que será quitado em 12 parcelas.

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