Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

PT anuncia titulares para Comissão Especial de impeachment

O líder do partido na Câmara, Sibá Machado, reiterou que o partido não tem intenção de reivindicar a presidência ou a relatoria da Comissão e afirmou que pedido é 'futrica do PSDB''

Daiene Cardoso e Daniel Carvalho, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2015 | 16h25

BRASÍLIA - O líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado (AC), anunciou na tarde desta segunda-feira, 7, os oito indicados do partido para integrar a Comissão Especial que vai apreciar a admissibilidade da representação que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Destacando a confiança que o partido e a bancada têm nos nomes oficializados, Sibá informou que os titulares serão, além dele e do líder do governo José Guimarães (CE), o ex-presidente da Casa Arlindo Chinaglia (SP), o vice-líder do governo Paulo Teixeira (SP), o ex-líder do governo Henrique Fontana (RS), José Mentor (SP), Vicente Cândido (SP) e Wadih Damous (RJ). Na suplência ficarão Afonso Florence (BA), Benedita da Silva (RJ), Carlos Zarattini (SP), Leo de Brito (AC), Maria do Rosário (RS), Paulo Pimenta (RS), Pepe Vargas (RS) e Valmir Assunção (BA).

O líder reiterou que o partido não tem intenção de reivindicar a presidência ou a relatoria da Comissão, mas que só o fará se for consenso das bancadas de apoio ao governo. O tema não entrou na pauta da reunião da bancada nesta tarde.

Sibá voltou a falar em "total disposição" de trabalhar no recesso, defendeu que o Congresso continue discutindo os temas econômicos e vote o pacote do ajuste antes do Natal. "O povo não tem nada a ver com essa futrica que o PSDB inventou chamada impeachment. Esse País precisa andar. Quem pensa sério quer resolver esse assunto logo e temos de resolver isso logo", declarou.

Sibá disse que a acusação que pesa sobre Dilma "não se sustenta por um minuto". "Esperamos que o Brasil vire essa página, o Brasil não aguenta um quarto golpe e este seria o mais absurdo de todos, porque é chamado de golpe da caneta", afirmou.

O petista disse acreditar que a Justiça prevalecerá. "O Brasil não pode carregar na sua história mais uma tentativa sórdida, suja, complicada, moleque (de golpe). O Brasil não merece e não quer esse tipo de coisa", finalizou.

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