PT antecipa congresso da legenda para julho de 2007

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou neste domingo a convocação do terceiro congresso da legenda para os dias 6, 7 e 8 de julho de 2007, em Brasília. Maior instância decisória do partido, o congresso terá a seguinte pauta: ´O Brasil que queremos´, ´O Socialismo Petista´; e ´PT: Concepção de partido e funcionamento´."Os debates do III Congresso terão como propósito nos preparar para enfrentar os desafios do presente e do futuro, entre os quais destacamos a responsabilidade de governar o País por mais um mandato, preparando o terreno para um ciclo longo de desenvolvimento sustentado", informa a resolução aprovada.No sábado à noite, o partido aprovou resolução apoiando a formação de um governo de coalizão, conforme proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo mandato. No documento, o PT se compromete a compartilhar responsabilidades com todas as forças políticas que apoiarem Lula, mas adverte que o governo de coalizão não é um condomínio baseado na distribuição fisiológica de cargos. "É antes um compromisso com um programa. A solidez de tal Governo depende essencialmente de sua coesão programática, da sustentação no Congresso que venha a conseguir e da capacidade de provocar forte e mobilizado apoio na sociedade", afirma o texto.Segundo a resolução, os principais desafios para o próximo governo são o crescimento sustentável da economia, a consolidação da democratização do país - que passa por uma reforma político-institucional - e a ampliação dos investimentos em políticas sociais.O Congresso foi antecipado de do segundo para o primeiro semestre do ano que vem. O presidente licenciado do PT, deputado reeleito Ricardo Berzoini, negou ser contra a antecipação, que tem o poder de alterar o mandato da direção do PT. "É uma discussão não apenas do meu mandato, mas de toda a direção do partido", afirmou. "Não há constrangimento nenhum de minha parte que o Congresso do PT discuta a presidência no ano que vem", completou. O PT quer discutir também a redução de mandato dos dirigentes de três para dois anos.

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