PT amplia investigação da publicidade de Garotinho

O PT fluminense resolveu abrir duas frentes na investigação dos gastos de publicidade do governo Anthony Garotinho (PSB). O partido encaminhou nesta sexta-feira ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ao governo estadual requerimentos solicitando informações completas sobre as despesas do setor e sobre a licitação para escolha das agências que cuidarão da propaganda estadual em 2001 e 2002, avaliada em R$ 90 milhões. Segundo o deputado Chico Alencar, o objetivo é se preparar para pedir, com bom embasamento, uma inspeção especial nessas despesas, que cresceram 39,61% de 1999 para 2000. ?Resolvemos primeiro nos informar bem?, disse Alencar. ?Queremos nos cercar, porque vamos fundo nisso.? Um dos pontos que o PT quer esclarecer é quem está relatando no TCE o processo sobre a licitação de publicidade. O partido, de acordo com o deputado, considerará suspeito se o relator for o conselheiro Jonas Lopes de Carvalho, que foi secretário do governador e é seu amigo e companheiro de política há anos em Campos, no norte fluminense. O pedido ao governo estadual foi entregue primeiro à Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, que vai repassá-lo ao Executivo. Ele é a reiteração de outro, o requerimento 308/2000, enviado por Alencar no ano passado e, de acordo com ele, sem resposta até hoje ? mas com perguntas novas. Agora, toda a bancada petista assina o documento, que indaga também quais órgãos da administração direta e indireta gastaram com publicidade este ano; quando acabarão os contratos de publicidade; data da licitação em curso; valores; se a produção obedece à divisão em sete grupos de contas; e os processos. Já a solicitação ao TCE, assinada apenas por Alencar, faz algumas indagações semelhantes, mas pede também detalhes sobre os gastos com publicidade no ano passado, inclusive os da administração indireta. Somente a administração direta despendeu, em 2000, R$ 12,1 milhões, de acordo com reportagem publicada pelo Estado, que se baseou em pesquisa feita no Sistema Integrado de Administração Financeira de Estados e Municípios (Siafem). Segundo o requerimento, a suplementação orçamentária para o setor chegou, em 2000, a R$ 25 milhões, embora nem tudo tenha sido gasto. O documento, endereçado ao presidente do TCE, José Graciosa, também pergunta quais são os custos da Imprensa Oficial e solicita cópias, na íntegra, das prestações de contas das agências, abrangendo o serviço prestado, o pagamento de espaços publicitários em rádio, jornal, televisão e outros veículos de comunicação, no Rio e no Brasil, propaganda em outdoors e gastos com serviços gráficos e de outro tipo.

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