PT amplia alianças para eleição municipal, diz dirigente

O coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT, Sílvio Pereira, afirmou que o PT vem se tornando um partido ?aliancista?, ou seja, está ampliando suas alianças com outros partidos para as eleições municipais de outubro. Aumentou o número de apoios do PTB, de dois para 22; do PL, de três para 20 e do PP, de nenhum para três. Houve uma ligeira redução no PSB e no PDT em relação às eleições municipais de 2000. O PSB reduziu o número de apoios em cidades com mais de 150 mil eleitores de 21 para 19 e o PDT, de 11 para 10. O PFL está apoiando candidatos do PT em três cidades: Niterói e Nova Iguaçu, no Estado do Rio de Janeiro, e São José dos Campos, em São Paulo. O presidente do PT, José Genoino, que participou da entrevista, procurou observar que não se trata de alianças com o principal partido de oposição, mas de apoios. "Aliança significa compor chapa e ter o compromisso de governar junto", afirmou. "Do PFL estamos recebendo apoio".Genoino e o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, também presente à entrevista, disseram que não há um caixa nacional para ajudar os candidatos petistas. A campanha deverá ser custeada por cada diretório e pelos próprios candidatos. Entretanto, segundo eles, a direção nacional do partido vai disponibilizar material impresso, como duas revistas, uma delas tratando dos 26 projetos municipais petistas que deram certo e a outra, contendo um balanço positivo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O candidato terá como defender o governo", disse Genoino.Delúbio informou que o orçamento do PT para 2004 situa-se entre R$ 40 milhões e R$ 45 milhões, dos quais R$ 23 milhões são do Fundo Partidário (constitucional). Deste total, não estão incluídos projetos especiais, para os quais são desenvolvidas campanhas próprias de arrecadação. Um deles é o da compra de uma sede própria, em São Paulo.

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