PT admite apoiar Requião no Paraná se ele apoiar Lula

O presidente do PT regional do Paraná, deputado federal eleito André Vargas, disse nesta sexta-feira que o único critério para que o partido garanta apoio ao governo estadual é a reciprocidade do governador Roberto Requião (PMDB) ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa foi uma das discussões realizadas pelos integrantes da legenda durante encontro realizado nesta tarde em Curitiba. "Temos ouvido o Requião falar, e já conversamos com ele, que quer ver o PT participando do governo, e não há nenhum impedimento", reforçou Vargas. "O nosso pressuposto é a sintonia do mandato dele com o mandato do presidente Lula." No primeiro mandato, que está se encerrando, Requião foi um crítico do governo federal, sobretudo na questão da política econômica, e tinha no, até agora, deputado estadual André Vargas um ativo crítico na Assembléia Legislativa. Apesar de o governador ter entre seus secretários o Padre Roque Zimmermann (PT), escolhido por Requião em razão da afinidade pessoal. "Queremos uma relação institucional, que dá mais estabilidade", disse Vargas. "No primeiro governo ele escolhia com quem ia conversar e isso foi ruim para as pessoas (Zimmermann não conseguiu se eleger deputado estadual) e para o governo, que teve um segundo turno acirrado." Secretaria da Criança O governo do Paraná enviou à Assembléia Legislativa uma mensagem propondo a criação, para a próxima gestão, da Secretaria da Criança, exatamente a que o governador Roberto Requião (PMDB) extinguiu quando assumiu em 2003. Pela proposta, a secretaria deverá tratar da organização, desenvolvimento, promoção e coordenação de atividades públicas ligadas ao bem-estar da criança. Atualmente, esses assuntos são tratados pela Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social. Se aprovada, o Estado passa a ter 20 secretarias. A deputada Luciana Rafagnin (PT) pediu que a mensagem seja apreciada em regime de urgência. Mas primeiramente precisa passar pela análise da Comissão de Constituição e Justiça. Na mesma mensagem, o governo incluiu a criação de cargos em comissão, entre eles o de diretor-presidente da Rádio e Televisão Educativa.

Agencia Estado,

08 Dezembro 2006 | 18h06

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