PSTU acusa a CUT de bajular o governo Lula

O presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, Zé Maria, acusou hoje a CUT, da qual é o 1º tesoureiro, de adotar uma posição "bajuladora" ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. "O governo não está negociando uma proposta com os trabalhadores, mas apenas penduricalhos de uma proposta já fechada", afirma, em nota, sobre a discussão das reformas da Previdência e tributária, realizada no encontro de segunda-feira entre sindicalistas e o presidente. O presidente da CUT, João Felício, rebateu as críticas e questionou a representatividade de Zé Maria.Para Zé Maria, ex-candidato a presidência que apoiou Lula no segundo turno, as manifestações de apoio de Felício às reformas não representam a opinião da direção da CUT nem dos sindicatos filiados."Defendemos as mesmas propostas aprovadas no Congresso Nacional da CUT, desde 1995. Não tem nada de novo e é incompreensível a posição do Zé Maria", disse Felício. O presidente da Central argumenta que só apoiou as propostas do governo para a reforma tributária. "Reafirmei que defendemos teto salarial de 20 salários mínimos e a questão da idade mínima", disse.Felício afirma que a nota do PSTU tem a intenção de politizar o Congresso da CUT marcado para o início de junho, quando o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, deverá ser eleito presidente da CUT e Felício deverá ficar com a secretaria-geral.Para Zé Maria, a indicação de Marinho para o cargo partiu do presidente Lula, com a intenção de transformar a CUT em uma "central chapa branca", de apoio ao governo. "O Zé Maria não representa nem 5% dos delegados que participarão do Congresso e quer pôr a central a serviço do PSTU. Não permitiremos isso. A Central está a serviço dos sindicatos filiados e nada mais", garantiu Felício. Veja o índice de notícias sobre as reformas

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