PSOL vai pedir para investigar Sarney, Renan e Garibaldi

Partido entrará com representação no Conselho de Ética do Senado para que as denúncias sejam apuradas

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

25 de junho de 2009 | 13h34

O PSOL vai entrar com representação no Conselho de Ética do Senado contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e contra os ex-presidentes Renan Calheiros (PMDB-AL) e Garibaldi Alves (PMDB-RN). A presidente do partido, a ex-senadora Heloisa Helena, afirmou que há fatos e indícios relevantes de crimes contra a administração pública que justificam a apresentação das representações. Internamente, o PSOL discute se as representações serão protocoladas nesta quinta-feira, 24, como defende Heloisa Helena, ou se na próxima semana.

 

Nova denúncia de O Estado de S. Paulo aumenta pressão de senadores para que Sarney se licencie do cargo. Reportagem revela que um neto de Sarney - José Adriano Cordeiro Sarney - é um dos operadores do esquema de crédito consignado para funcionários da Casa.

 

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O PSOL está buscando assinatura para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar os atos secretos e contratos de prestação de serviço e de contratação de pessoal. O senador José Néry (PSOL-PA) afirmou que até agora recolheu apenas duas assinaturas, contando com a dele - são necessárias 28 do total de 81 senadores para a abertura da comissão.

 

"Só uma CPI tem poder de quebrar sigilos investigação e fazer uma investigação profunda. A CPI é importante para que a sociedade conheça quem são os senadores vigaristas e os servidores das respectivas quadrilhas", disse Heloisa Helena.

As representações do PSOL não indicam a punição para o caso. Essa função cabe ao Conselho de Ética. As medidas disciplinares vão desde advertência até a cassação, passando por suspensão temporária de mandato. O senador José Néry afirmou que pretende recolher as assinaturas até a quarta-feira da próxima semana.

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