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PSOL vai pedir a Toffoli que caso Marielle fique com o MP do Rio

Para o presidente da legenda, Juliano Medeiros, a transferência do caso para o STF poderia retardar as investigações

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2019 | 14h00

SÃO PAULO - A direção do PSOL vai pedir ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que o inquérito sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, permaneçam com o Ministério Público do Rio de Janeiro. Segundo o presidente da legenda, Juliano Medeiros, a transferência do caso para o STF poderia retardar as investigações.

"Foi o MP-RJ que chegou até este ponto. Não faz sentido nenhuma medida que possa levar a um retrocesso", disse Medeiros.

A bancada do PSOL na Câmara pediu uma audiência com Toffoli para tratar do assunto. Segundo Medeiros, o partido também vai pedir ao STF que se mantenha atento quanto à possibilidade de interferências na investigação por parte do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

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"Bolsonaro já demonstrou que tem disposição de interferir em investigações que envolvam seus filhos", afirmou.

De acordo com ele, o PSOL não consultou a família de Marielle antes de tomar a decisão. Parte dos parentes da vereadora assassinada em março do ano passado defende a federalização do caso. A ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge recomendou a federalização pouco antes de deixar o cargo.

Segundo a direção do PSOL, não existem evidências da participação direta do presidente no crime.

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Além da conversa com Toffoli, o PSOL articula com movimentos sociais a realização de manifestações de rua em defesa do esclarecimento do crime contra Marielle ainda nesta semana. 

"Este é mais um episódio que aprofunda a crise que estamos vivendo. Torcemos para que o Brasil vire um Chile", disse Medeiros, em referência às manifestações de rua no país vizinho que já duram 12 dias.

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