Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

PSOL vai entrar com representação contra promoção de filho de Mourão

Sigla informou que a nomeação para o cargo de assessor especial da presidência do Banco do Brasil, com o triplo do salário, fere princípios que devem guiar a administração pública

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2019 | 13h42

O PSOL informou que vai entrar, ainda nesta quinta-feira, 10, com uma representação na Comissão de Ética Pública, da Presidência da República, contra a promoção de Antônio Hamilton Rossell Mourãofilho do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, para o cargo de assessor especial da presidência do Banco do Brasil. O caso foi revelado pela Coluna do Broadcast.

"A nomeação do filho do vice-presidente, uma semana depois da posse do novo governo, não foi apenas inadequada ou extemporânea. Ela fere princípios que devem orientar a administração pública. Diante da indignação popular com a nomeação, o governo deveria voltar atrás. Sem isso, não nos resta alternativa senão provocar a Comissão de Ética Pública da Presidência da República", afirmou o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, por meio da assessoria de imprensa do partido.

A representação, de acordo com o PSOL, se baseia em decreto sobre o nepotismo. 

Em entrevista ao Estado, Mourão disse que não teve nada a ver com isso. “Eu não tive nada a ver com isso, o presidente do banco (Rubem Novaes) o convidou para ser assessor. Aí, é óbvio que lá dentro o sindicalismo bancário se revolta. São coisas da vida”, afirmou Mourão, ao lembrar que Rossell Mourão completará 19 anos no banco. 

Questionado se a situação causava algum tipo de constrangimento, o general respondeu: “Para mim, não. Não é por ser meu filho, mas ele é um profissional extremamente qualificado. Se eu pudesse, o teria aqui na minha equipe”.

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