PSOL registra pedido de investigação contra suplente de Roriz

Gim Argello toma posse nesta terça e diz que não gostaria de ser 'pré-julgado'

Natuza Nery, Reuters,

17 de julho de 2007 | 19h24

Um hora depois de tomar posse no Senado e ganhar foro privilegiado, Gim Argello (PTB-DF), suplente de Joaquim Roriz (PMDB-DF), já foi alvo nesta terça-feira, 17, de representação do PSOL para abertura de investigação para apurar se o político quebrou o decoro parlamentar.   Veja também:   Virgílio cobra explicações e Argello se defende Suplente de Roriz toma posse sob ameaça de processo   O processo é considerado aberto após o Conselho de Ética acatar a representação e notificar o senador, o que deve ocorrer após o recesso parlamentar, em 1º de agosto. Até lá, ele pode renunciar ao mandato para preservar os direitos políticos.   "Como todo dia é uma nova patifaria no mundo político temos de cumprir nossa obrigação", disse a presidente do PSOL, ex-senadora Heloísa Helena a jornalistas. Questionada sobre o motivo do pedido, ela ironizou: "Infelizmente é pelo conjunto da obra".   Ao tomar posse, Argello afirmou que não é culpado das acusações que pesam sobre ele. "Não gostaria de ser pré-julgado. Mostrarei que não devo nada, não tenho culpa nesta história", disse. Esta foi a reação do novo senador ao líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), que cobrou o esclarecimento das denúncias que pesam sobre Argello.   Ex-deputado distrital, ele é suspeito de participação no esquema de corrupção descoberto pela Operação Aquarela, da Polícia Civil, que investiga desvio de recursos do Banco de Brasília (BRB) e que levou Roriz à renúncia. Além desta acusação, o PSOL incluiu no pedido um suposto beneficiamento por parte do senador no escândalo do mensalão.   Na saída, seguranças particulares de Argello entraram em confronto com jornalistas e também se desentenderam com os agentes do Senado. "Aqui quem manda é segurança do Senado", dizia um agente. Em meio aos gritos dos jornalistas, que tentavam se aproximar do senador, a ex-mulher de Argello, Marcia Cristina, pedia socorro. Houve gritos de "ladrão" e "você vai durar pouco aqui".   A sessão de posse foi presidida por Tião Viana (PT-AC), que substituiu o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre quem também recaem acusações. O senador é acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista e responde a processo por quebra de decoro no Conselho de Ética.

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