PSOL ratifica candidatura de Valente à Prefeitura de SP

O PSOL pretende propor um acordo pelo qual cada candidato não gastaria mais do que R$ 500 mil na campanha

AE, Agencia Estado

21 de junho de 2008 | 13h58

O PSOL confirmou a candidatura do deputado federal Ivan Valente à Prefeitura de São Paulo. O candidato a vice será o professor e deputado estadual Carlos Gianazzi. A convenção do partido, realizada na manhã deste sábado, 21, na Escola Estadual Rodrigues Alves, na Avenida Paulista, contou com a presença da presidente nacional da legenda, a ex-senadora Heloísa Helena. Também participou do encontro o metalúrgico José Maria de Almeida, presidente do PSTU, partido que participa da eleição coligado ao PSOL.   Esta é a primeira vez que o PSOL - criado em 2004, a partir de uma dissidência com o PT, provocada por questões éticas - entra na corrida para a prefeitura paulistana. A coligação terá 2 minutos e 14 segundos diários de tempo no horário eleitoral gratuito para falar de suas propostas e apresentar os 34 candidatos à Câmara Municipal.   Em entrevista coletiva, Ivan Valente e Heloísa criticaram o financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas, especialmente das que são fornecedoras de produtos ou serviços às prefeituras. "A base da corrupção no nosso País chama-se financiamento privado de campanhas. Você paga agora para receber depois com obras superfaturadas, comissões, etc.", disse Valente.   O PSOL pretende propor aos outros candidatos um acordo pelo qual cada um deles não gastaria mais do que R$ 500 mil na campanha. "Entendemos que, até do ponto de vista educativo, é fundamental que não tenhamos esse tipo de contribuição. Isso minimiza o risco de, quando na administração pública, se estabelecem os métodos de promiscuidade nas relações entre o setores público e privado", disse Heloísa Helena. "Não tenho dúvida de que o propinódromo da promiscuidade financeira e política se estabelece com a triangulação do executivo, do legislativo e do setor empresarial."   De acordo com o candidato a vice-prefeito, Carlos Gianazzi, uma das primeiras providência do PSOL, no caso de vencer a eleição, será propor a extinção do Tribunal Contas do Município. "Vamos enviar um projeto de lei à Câmara e mobilizar a população para por fim a esse produto da ditadura, que hoje consome R$ 150 milhões por ano - verba suficiente para construirmos 150 creches ou 80 escolas de ensino fundamental a cada ano", disse.

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