PSOL quer recolher assinaturas para julgar Paulinho na Câmara

São necessárias, no mínimo, as assinaturas de 52 deputados para o julgamento o deputado no plenário

Eugênia Lopes, de O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2008 | 19h41

Autor da representação junto ao Conselho de Ética da Câmara que pediu a cassação do mandato do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, o PSOL não desistiu de levar o caso de Paulinho da Força ao plenário da Câmara. Na semana que vem, integrantes do PSOLcomeçam a recolher assinaturas para que Paulinho seja julgado por todos os deputados. São necessárias, no mínimo, as assinaturas de 52 deputados para o julgamento no plenário da Câmara.   Veja Também: Galeria de fotos: Paulinho comemora absolvição   Entenda a Operação Santa Tereza Confira as principais matérias envolvendo o caso Paulinho Veja quem votou contra e a favor da cassação    "Tenho ouvido vários parlamentares sobre a necessidade de o caso ser julgado no plenário. Alguns deputados defendem a necessidade de fazermos um recurso", explicou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). Um dos favoráveis à apreciação do processo de Paulinho no plenário é o corregedor da Câmara e segundo vice-presidente, Inocêncio Oliveira (PR-PE). Foi ele o responsável por um parecer, aprovado pela Mesa Diretora da Câmara, pedindo a cassação do mandato do deputado por falta de decoro parlamentar.   O parecer do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que apontava a participação de Paulinho em "esquema fraudulento de liberação de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)", foi derrotado no Conselho de Ética por 10 votos a 4. Foi designado, então, o deputado José Carlos Araújo (PR-BA) para dar um novo parecer, pedindo a absolvição do pedetista. A tendência é que Araújo considere as denúncias contra Paulinho "sem justa causa", o que levará ao arquivamento do processo, sem necessidade de julgamento pelo plenário da Câmara.   Araújo deverá apresentar seu parecer, que precisa ser votado no Conselho, na semana que vem. Se for aprovado, o caso de Paulinho é arquivado, sem necessidade de ir a plenário. Os deputados poderão, no entanto, fazer um recurso _ assinado por, no mínimo, 52 deputados _ para que o processo seja julgado no plenário da Câmara, que confirmaria ou não a absolvição de Paulinho.

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