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PSOL quer que STF delimite prerrogativas de Cunha após afastamento

Peemedebista disse que voltaria a frequentar a Câmara ao sair de sessão no Conselho de Ética

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2016 | 19h23

Brasília - Autor da representação no Conselho de Ética contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o PSOL quer que o Supremo Tribunal Federal estabeleça claramente os limites impostos ao peemedebista em função de seu afastamento. O deputado Ivan Valente (PSOL-RJ) disse nesta sexta-feira, 20, que esta provocação será feita via Procuradoria Geral da República. "Queremos saber exatamente o que quer dizer a suspensão dele", disse.

A ideia de pedir que o Supremo estabeleça claramente os limites de atuação de Cunha após o afastamento foi tomada depois que o peemedebista afirmou, nesta sexta, que pretende voltar a frequentar a Câmara. Na ocasião, ele argumentou que o Supremo lhe retirou as prerrogativas do mandato, mas não o mandato e, por isso, não estaria proibido de frequentar a Câmara.

"O Supremo suspendeu o mandato dele porque ele estava conspirando e influenciando negativamente o trabalho da Casa. Se ele voltar a frequentar a Câmara, vai continuar conspirando. Daqui a pouco ele vai conspirar na presidência", disse Ivan Valente.

Segundo o deputado, Cunha é "desafiante, arrogante, prepotente e sem limites". Para Valente, se o peemedebista decidir voltar a frequentar a Câmara pode provocar uma reação mais drástica do Supremo, como a decretação de sua prisão. "Ele não deve ter medo de ser preso", disse.

Ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, Cunha disse nesta sexta-feira que vai consultar os advogados e que "poderia" frequentar a Câmara, mas não pretende trabalhar porque isso seria "uma afronta à decisão do Supremo". Apesar de afastado, o peemedebista mantém o gabinete parlamentar funcionando, assim como outra prerrogativas, como carro reserva da presidência, salário integral, segurança da Polícia Legislativa e uso da residência oficial da Câmara.

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