PSOL quer incluir nova denúncia contra Renan no caso Schin

Partido também vai à PF pedir cópia do depoimento de Bruno Lins, que denunciou suposto esquema de propina

Andréia Sadi, do estadao.com.br

04 Setembro 2007 | 13h25

A bancada do PSOL decidiu pedir o aditamento- ou seja- a inclusão da nova denúncia contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no caso Schincariol. Segundo a assessoria do senador José Nery (PSOL), o partido trabalha por uma "economia processual" e só pedirá novo processo-o quarto contra Renan- se o Conselho de Ética rejeitar o pedido.  Veja também: Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação Cronologia do caso RenanEm semana decisiva, Renan pode enfrentar quarto processoNova denúncia: Renan tem de explicar propinas   "O PSOL acredita que todas as denúncias estão ligadas a apenas um fator, que é a quebra de decoro parlamentar por parte do senador Renan". Na quinta-feira também, o PSOL vai à Polícia Federal (PF) pedir a cópia do depoimento do advogado Bruno de Miranda Lins, que denunciou um suposto esquema de recebimento de propina. Em entrevista à revista Época, o advogado, que é ex-marido da assessora parlamentar de Renan e afilhado de casamento do senador, disse que o ex-sogro, o empresário Luiz Carlos Garcia Coelho, operava um esquema de arrecadação de dinheiro para o presidente do Senado em ministérios chefiados pelo PMDB.  O advogado contou que ele próprio buscou dinheiro de suposta propina por, pelo menos, seis vezes. Em uma delas, segundo declarou, carregou em uma sacola R$ 3 milhões, que seriam do BMG. Processos O presidente do Senado já responde por três processos no Conselho. Em relação à primeira denúncia, de que teria despesas pessoais pagas por um lobista da empreiteira Mendes Júnior, o parecer que pede a cassação do senador será votado na quarta-feira. Renan também é acusado de ter favorecido a cervejaria Schincariol junto a órgãos de fiscalização do governo federal e de ter usado laranjas na compra de rádios e jornais de Alagoas. Nesta terça, termina o prazo para que o senador entregue sua defesa no caso Schincariol. Primeiro enfrentamento Na quarta-feira, o Conselho de Ética julgará a primeira denúncia contra Renan, sobre a suspeita de pagamento de suas contas pessoais por um lobista da Mendes Júnior. Convencido de que será derrotado, Renan quer garantir a derrubada no plenário do parecer que pede a cassação de seu mandato, feito pelos relatores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS).  Os aliados abandonaram a idéia de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar o Conselho de Ética a apreciar o parecer em votação sigilosa. Três pontos pesaram na decisão: a certeza de que o tribunal iria considerar tratar-se de questão interna, que deve ser resolvida pelo próprio Senado; poderia parecer mais uma manobra e, por fim, houve o temor de que o STF defendesse o voto aberto. A estratégia é convencer os senadores a absolvê-lo em votação do plenário, onde o peemedebista deve contar com o apoio de petistas fiéis ao comando do Planalto. A votação em plenário deve ocorrer na semana que vem. Antes, o parecer aprovado no conselho será submetido à Comissão de Constituição e Justiça, encarregada de atestar a admissibilidade da representação.

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