PSOL quer cassar mandato de Demétrio Vilagra, vice-prefeito de Campinas

Partido se antecipa ao possível impeachment de Dr. Hélio e afirma que vice também é alvo de denúncias

Tatiana Fávaro, de O Estado de S. Paulo,

19 de agosto de 2011 | 23h16

CAMPINAS - O presidente do PSOL em Campinas, Paulo Búfalo, protocolou nesta quinta-feira, 18, pedido de instalação de uma Comissão Processante (CP) com objetivo de cassar também o mandato de Demétrio Vilagra, caso o petista assuma o lugar do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). A sessão de julgamento do pedido de impeachment de Santos começou às 9 horas desta quinta e deve terminar na madrugada de sábado.

"Ele (Demétrio) está na iminência de ser prefeito e é alvo de denúncia do Ministério Público", afirmou Búfalo. Na tarde desta quinta-feira, ao divulgar o voto da bancada petista favorável ao impeachment do prefeito, o presidente do PT em Campinas, Ari Fernandes, disse que o vice-prefeito está preparado para assumir o cargo. "Ele (Demétrio) é alvo de denúncias mas está preparado e disposto a assumir o cargo, uma vez que a Câmara opte pela cassação do mandato do prefeito", disse o presidente do PT.

O PSOL, sindicatos, lideranças estudantis da Unicamp e PUC-Campinas, representantes das áreas de saúde e educação, e integrantes do movimento Fora Hélio estão em frente à Câmara de Campinas na noite desta quinta-feira e acompanham a transmissão da sessão de julgamento por meio de um telão. Os manifestantes estão no local desde a madrugada e já fizeram um enterro simbólico do governo Hélio. A Polícia Militar e a Guarda Municipal fazem a segurança do local.

No plenário cerca de 50 manifestantes acompanham a reunião extraordinária que deve culminar com a cassação do prefeito. Após a leitura do processo político-administrativo com 1.049 páginas, que deve terminar segundo previsões por volta das 23 horas desta sexta-feira, cada um dos 33 vereadores tem 15 minutos para se manifestar. A defesa de Hélio tem duas horas, mas os advogados já avisaram que não vão comparecer. Só então, a Casa vota as três denúncias da Comissão Processante que recaem sobre o prefeito. Para cassar o mandato do pedetista são necessários 22 dos 33 votos. A expectativa é de que ao menos 30 vereadores votem "sim" para o impeachment.

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