Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

PSOL protocola representação contra Bolsonaro na Comissão de Ética

Pedido foi realizado um dia após incidente envolvendo parlamentares na antiga sede do DOI-Codi, no Rio de Janeiro; senador Randolfe Rodrigues afirma ter sido agredido pelo deputado

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2013 | 17h20

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados protocolou na tarde desta terça-feira, 24, uma representação contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) no Conselho de Ética da Casa. Bolsonaro é acusado de quebra de decoro parlamentar por supostamente ter agredido membros das Comissões da Verdade da Câmara e do Senado e ter provocado um tumulto na antiga sede do DOI-Codi no Rio de Janeiro, na segunda-feira, 23.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirma ter levado um soco de Bolsonaro. O parlamentar apresentou como testemunhas as deputadas Jandira Feghali (PC do B-RJ) e Luiza Erundina (PSB-SP). "O comportamento deste senhor é incompatível com a democracia", disse Randolfe. Se for punido, o deputado estará sujeito a uma suspensão de até seis meses.

Para o senador, o objetivo de Bolsonaro era obstruir a atuação das comissões. "Ele não queria que as comissões entrassem", concluiu.

Questionado na segunda-feira sobre o caso, Bolsonaro negou a agressão e ironizou o PSOL: "Vou ficar sem dormir até o carnaval do ano que vem. Que moral tem o PSOL para entrar com qualquer representação que seja?".

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