PSOL priorizará candidatura de Luciana Genro em 2008

A candidatura da deputada federal Luciana Genro à prefeitura de Porto Alegre será tratada como prioridade pelo PSOL em 2008. A estratégia foi divulgada hoje pela presidente da sigla, a ex-senadora Heloísa Helena, na sede regional do partido na capital gaúcha, um dia antes do encontro da executiva nacional que vai traçar planos para o ano que vem, em São Paulo.O PSOL já definiu que terá candidaturas próprias em todas as capitais brasileiras em 2008 e identificou chance de vencer em Porto Alegre. "Estamos convencidos de que podemos ganhar", afirma o presidente estadual do partido, Roberto Robaina. A razão para o otimismo está nas expressivas votações que Luciana obteve na capital gaúcha como candidata ao parlamento e no fato de já estar com a candidatura lançada. "Estou convicta de que Porto Alegre está madura para escolher um governo do PSOL e para ser novamente vanguarda", afirmou Luciana, que espera ter apoio do PSTU, PCB e PV.O PSOL também já escolheu um tema prioritário para o debate eleitoral do ano que vem. O partido vai lembrar à população que há mecanismos de controle da administração pública que, no entanto, ficam restritos ao Executivo e aos tribunais de contas e não são disponibilizados para consulta dos cidadãos. Vai propor auditorias nos contratos, execuções orçamentárias e dívidas dos órgãos públicos com publicação dos resultados.MensalinhoDurante a entrevista, Heloísa Helena também considerou "esclarecedora" a denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, contra 15 envolvidos no esquema de caixa dois usado na eleição de 1998 pelo PSDB de Minas Gerais. Lembrou que o caso já havia sido levantado pela CPI dos Correios, mas destacou que Procuradoria Geral da República identificou claramente a estrutura do valerioduto e do mensalão tanto no governo federal (do PT) como no de Minas Gerais (do PSDB)."Isso dá a transparência necessária para as forças vivas da sociedade acompanharem a forma como está sendo gerenciado o aparelho do Estado, parasitado e privatizado a serviço de uma minoria que o domina circunstancialmente como se fosse uma caixinha de objetos pessoais para seus desmandos políticos", discursou.

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