PSOL pedirá, mas é difícil Conselho de Ética investigar Sarney

Representação tem de ser acatada, primeiro, pela Mesa Diretora, e esta é presidida pelo próprio Sarney

Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo,

29 de junho de 2009 | 19h19

A primeira representação no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pedindo que sejam apuradas as denúncias contra ele, será apresentada na terça-feira pelo PSOL, mas esbarra em dois obstáculos práticos. A representação tem de ser acatada, em primeiro lugar, pela Mesa Diretora, e esta é presidida pelo próprio Sarney. Além disso, o Conselho de Ética está desativado, porque os mandatos dos antigos integrantes terminaram em maio, e o PMDB, partido de Sarney, e o PSDB ainda não indicaram seus representantes para o colegiado.

 

Veja também:

som Ouça o discurso de Simon pedindo afastamento de Sarney

especialESPECIAL MULTIMÍDIA: Entenda os atos secretos e confira as análises

lista Confira a lista dos 663 atos secretos do Senado

documento Leia a íntegra da defesa do presidente do Senado

lista O ESTADO DE S. PAULO: Senado acumula mais de 300 atos secretos

lista O ESTADO DE S. PAULO: Neto de Sarney agencia crédito no Senado

 

Além das denúncias de envolvimento de parentes de Sarney em supostas irregularidades, a representação do PSOL pedirá que sejam investigados também os atos secretos que criaram privilégios e cargos na Casa.

 

Apesar das dificuldades para que a representação seja levada adiante, ela será protocolada ao meio-dia, no conselho, pela presidente do PSOL, a ex-senadora Heloísa Helena, que estará acompanhada pelos integrantes da bancada do partido no Congresso - o senador José Nery (PA) e os deputados Ivan Valente (SP), Chico Alencar (RJ) e Luciana Genro (RS).

Tudo o que sabemos sobre:
PSOLConselho de ÉticaJosé Sarney

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.