Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

PSOL lança candidatura de Erundina para 'marcar posição'

Partido conta apenas com o apoio declarado dos seis deputados da legenda na Câmara para eleição que vai decidir novo presidente da Casa e tenta atrair 'votos de esquerda'

Pedro Venceslau e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2017 | 05h00

BRASÍLIA - Com apoio declarado apenas dos seis deputados da bancada do PSOL, a deputada Luiza Erundina (SP) se lançou à presidência da Câmara com objetivo de marcar posição e atrair os votos "de esquerda" da Casa. Em 2016, Erundina interrompeu a campanha à Prefeitura de São Paulo para entrar na disputa contra Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Rogério Rosso (PSD-DF).  A deputada teve apenas 22 votos, mas ajudou a disputa a ter um segundo turno.

O PSOL foi procurado pelo deputado André Figueiredo (PDT-CE), único candidato da oposição, para formar uma aliança em torno do seu nome, assim como fez o PT. Erundina, porém, afirmou que o partido tentou dialogar com os demais partidos de oposição, mas que as legendas estavam mais interessadas em fechar um bloco para garantir um lugar na Mesa Diretora e não para atuar em conjunto, após a eleição, em uma frente contra as reformas propostas pelo presidente Michel Temer.

Ex-prefeita de Sao Paulo eleita pelo PT,  Erundina deixou o partido em 1999, quando migrou para o PSB. Ela esta no quinto mandato consecutivo na Câmara. No ano passado, ela deixou o PSB e foi para o PSOL, após o partido apoiar o impeachment de Dilma Rousseff.

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