PSOL fará ato público pela cassação de Renan nesta terça

Evento está marcado para ocorrer em frente ao Congresso Nacional, em Brasília

FABIANA CIMIERI, Agencia Estado

13 de agosto de 2007 | 19h19

O PSOL fará nesta terça-feira, 14, um ato público para apresentar um abaixo-assinado com 60 mil assinaturas recolhidas em todo o País pedindo a cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O evento está marcado para ocorrer em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. Depois da manifestação, o documento será entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP) e ao presidente da Mesa Diretora, senador Tião Viana (PT-AC).   Veja também: Cronologia do caso Renan     Veja especial sobre o caso Renan    "Sem a pressão das ruas, vai ter pizza", disse o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). Para ele, o documento é importante para pressionar o Conselho de Ética a encaminhar o pedido de cassação para ser votado no Plenário. "Eu achava que a Câmara era corporativista, mas estou vendo que no Senado, com aquela aura de Casa de Cavalheiros, o que impera é a política do compadrio", afirmou o deputado.Durante os últimos 20 dias, militantes do PSOL recolheram assinaturas pedindo a cassação de Renan. O Rio foi o Estado onde foi recolhido o maior número: 20 mil. Para o deputado do PSOL, o Conselho de Ética deve recomendar a cassação de Renan Calheiros, mas, como tem boas relações no Planalto, ele conseguirá manter o mandato de senador.   "Ele é extremamente bem relacionado, está sempre próximo dos poderosos e hoje é o homem de confiança do (presidente Luiz Inácio) Lula (da Silva). A manutenção do voto secreto, cujo fim até hoje não foi colocado em pauta no Senado, é mais um entrave para conseguir a cassação de Calheiros", avaliou Alencar.Parlamentares de outros partidos de oposição, como os deputados federais Fernando Gabeira (PV) e Luiza Erundina (PSB-SP), também devem participar do protesto. Para Gabeira, o presidente do Senado entrou num processo de ameaçar outros parlamentares com indiretas ou revelações de negociatas.    "Não estou vendo nenhum resultado, vejo como um ato de desespero", classificou. O deputado do PV citou os colegas Agripino Maia (DEM-RN), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Jefferson Péres (PDT-AM) como os mais recentes alvos de Renan.   Para Gabeira, é preciso que os senadores de oposição entrem em sintonia logo e obstruam a votação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

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