PSOL entra com representação contra Renan e Olavo Calheiros

Os dois são acusados de grilagem e presidente do Senado deve explicar negócio suspeito com Schincariol

01 de agosto de 2007 | 18h19

O PSOL protocolou nesta quinta-feira, 1º, mais uma representação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), junto à Mesa Diretora. A senadora Heloísa Helena (AL), presidente do partido, disse que o objetivo é investigar as denúncias de que Renan beneficiou a Schincariol e se envolveu com grilagem de terra em Alagoas. O PSOL também entrou com pedido de abertura de processo contra o irmão de Renan, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL) no Conselho de Ética da Câmara.   Veja também:   Cronologia do caso Renan Na volta do recesso, Renan diz que provará sua inocência   A suspeita de grilagem foi publicada na Folha de S. Paulo nesta quarta-feira, 1º. Segundo a reportagem, o presidente do Senado e seu irmão são acusados de grilagem de terras envolvendo fazendas em área de proteção ambiental e de estarem por trás de ameaças a Antonio Vasconcelos, que os denunciou ao Ministério Público Federal. O caso foi levado à Procuradoria-Geral da República, já que os dois têm foro privilegiado.   A denúncia que envolve a Schincariol é de que Renan teria vendido uma empresa de sua família por um preço muito acima do mercado e, em troca, teria favorecido a empresa junto à Receita Federal e ao INSS. O senador responde ainda a processo no Conselho de Ética por quebra de decoro. Ele é acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista e tenta, sem sucesso, provar que tinha renda suficiente e não precisava do 'favor'.   O prosseguimento do caso depende do resultado de um laudo pericial da Polícia Federal cujo objetivo é comprovar que os documentos apresentados por Renan são suficientes para atestar o rendimento de R$ 1,9 milhão com venda de gado em quatro anos.   Schincariol   A Schincariol divulgou nesta quarta-feira um comunicado à imprensa rebatendo as informações de que teria se beneficiado por medidas patrocinadas pelos irmãos Calheiros. A empresa afirma que a compra da fábrica de refrigerante faz parte do "plano de expansão acelerada" da empresa na Região Nordeste e que, dos R$ 27 milhões, foram deduzidas dívidas da fábrica de refrigerante e de seu proprietário. "O valor total desembolsado foi de R$ 17,7 milhões, sendo 20% na data da assinatura do contrato, 72% em 36 parcelas e os restantes 8% trinta dias após o final dessas parcelas", afirma a nota.   (Com Agência Brasil)

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