PSOL deve pedir cassação de Novais na Câmara

Para evitar desfecho à Jaqueline, partido aguarda providências da corregedoria da Casa

Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2011 | 19h50

BRASÍLIA - O PSOL aguarda providências da corregedoria da Câmara sobre as denúncias envolvendo o deputado e agora ex-ministro do Turismo Pedro Novais (PMDB-MA) antes de decidir se pedirá abertura de processo contra o parlamentar no Conselho de Ética da Casa por falta de decoro. O líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), afirmou que o partido quer avaliar bem o processo para evitar o que ocorreu com a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), que foi absolvida pelo plenário da Câmara sob a argumentação de que o fato havia ocorrido antes de ela assumir o mandato.

 

"Não queremos repetir a farsa que se tornou o processo de Jaqueline Roriz", disse, lembrando que foi o PSOL que pediu a cassação da deputada, que havia sido flagrada em vídeo recebendo dinheiro do pivô do "mensalão do DF", Durval Barbosa.

 

"Entendemos a gravidade da situação. O Turismo se tornou o ministério dos escândalos", afirmou. Alencar espera que a corregedoria tome providências para apurar as denúncias contra o deputado de uso de dinheiro público para pagamento de despesas pessoais.

 

"É dever da corregedoria apurar", afirmou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

 

O corregedor da Câmara, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), afirmou que não cabe a ele tomar a iniciativa de abrir processo contra o parlamentar. Segundo ele, a corregedoria atua quando é provocada.

 

O PSOL já protocolou uma representação contra Novais na Procuradoria-Geral da República, porque o então ministro não tinha respondido ao pedido de informações do partido. O partido solicitou cópia dos contratos efetuados pela pasta, mas Novais não respondeu. A Constituição estabelece o prazo de um mês para que ministros de Estado respondam aos pedidos de informação da Câmara.

 

Atualizado às 22h48

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