PSOL defende taxar grandes fortunas

Dividida, sigla lança Luciana Genro à Presidência

JOÃO DOMINGOS, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2014 | 02h01

BRASÍLIA - O PSOL lançou ontem a ex-deputada gaúcha Luciana Genro à Presidência da República, prometendo defender as bandeiras por melhores serviços públicos levantadas nos protestos de 2013 e associadas a temas polêmicos, como descriminalização da maconha e do aborto, além do calote da dívida pública e da taxação das grandes fortunas.

Luciana disse que sua primeira medida no governo seria uma reforma tributária baseada na desoneração de impostos dos trabalhadores e cobrança de taxas das grandes fortunas. A candidata afirma ser a única com coragem para anunciar essa proposta porque "os três candidatos do sistema (a petista Dilma Rousseff, o tucano Aécio Neves e Eduardo Campos, do PSB) vão manter os privilégios dos ricos". A ex-deputada citou o Equador como exemplo de país que suspendeu o pagamento da dívida pública, e o Uruguai, que legalizou o aborto e o uso de maconha.

O principal desafio da ex-petista, no entanto, é unificar o PSOL após a desistência do senador Randolfe Rodrigues (AP) de disputar o Planalto - ela seria a vice na chapa. Nenhum dos três deputados do partido - Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP) e Jean Wyllys (RJ) - foram à convenção de ontem. Luciana foi chancelada por 61 integrantes do diretório nacional e 27 representantes de diretórios estaduais, quase todos jovens entre 20 e 30 anos. Luciana é filha do governador do Rio Grande do Sul, o petista Tarso Genro.

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