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PSOL defende que oposição não compareça à votação da denúncia contra Temer

Para o deputado, como novos fatos podem surgir e a pressão popular aumentar, não realizar a votação na próxima quarta é o melhor caminho para que a denúncia avance

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2017 | 18h21

BRASÍLIA - O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) defendeu nesta segunda-feira, 31, que a oposição obstrua a votação e não dê quórum para votar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer na próxima quarta-feira. "Não é obrigação da oposição dar quórum para votar a denúncia. Pelo contrário, isso iria facilitar a vida do governo. Nós do PSOL somos a favor de não dar o quórum regimental", disse.

Para o deputado, como novos fatos podem surgir e a pressão popular aumentar, não realizar a votação na próxima quarta é o melhor caminho para que a denúncia avance. "Nós acreditamos que podemos chegar aos 342 votos, é só uma questão de tempo", disse.

Os partidos da oposição estão divididos sobre qual estratégia seguir. Enquanto integrantes da Rede também defendem essa posição, parte do PT, PCdoB e PDT afirma que é preciso marcar presença para deixar claro para o País quem está do lado do presidente, que foi acusado de corrupção passiva.

"Quero ver os parlamentares com coragem de ir ao microfone e apoiar esse governo", afirma Orlando Silva (PCdoB-SP). "Devemos chegar cedo, ir ao plenário juntos, e denunciar o desmonte que o Brasil vive."

Nesta terça-feira (01), os partidos da oposição devem fazer uma reunião para tentar fechar uma posição conjunta sobre o assunto. Para dar início à votação, será necessário um quórum mínimo de 342 deputados. Se os oposicionistas decidirem obstruir a sessão, dificilmente o governo conseguirá alcançar este número. 

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