PSOL apresenta nova denúncia contra Renan no Senado

Esta é a quarta representação que o presidente da Casa terá que enfrentar no Conselho de Ética

ROSA COSTA, Agencia Estado

06 de setembro de 2007 | 12h35

A presidente do PSOL, ex-senadora Heloisa Helena, protocolou na Mesa Diretora do Senado representação do partido contra o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB), por suposta participação em esquema de arrecadação de propinas em ministérios comandados por peemedebistas.   Veja também:   Veja a cronologia do caso Renan Íntregra do relatório que pede a cassação de Renan  Entenda as três frentes de investigação contra Renan    Esta é a quarta representação que o presidente do Senado enfrentará no Conselho de Ética. Destas, três foram pedidas pelo PSOL e uma, pelo PSDB e DEM.   "Infelizmente, o P-SOL toda semana tem de apresentar uma nova representação porque toda semana é uma nova patifaria apresentada pelo jornalismo investigativo", disse a ex-senadora e presidente do partido, Heloísa Helena.   O presidente do Conselho de Ética, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), afirma que há uma "banalização" nas representações protocoladas contra Renan Calheiros. "Isso banaliza. Dá a impressão de que querem achar uma forma de realmente descaracterizar o trabalho do senador (Renan). Fica repetindo e repetindo as coisas, daqui um pouco quem é que vai acreditar."   A primeira representação enfrentada por Renan - e que pede a cassação do mandato dele - investiga se o senador teria tido contas pessoais pagas por um lobista. Essa representação, aprovada no Conselho de Ética na última quarta, será votada na próxima quarta-feira no plenário do senado.   Se aprovada por maioria absoluta dos senadores (mais de 41 votos), Renan Calheiros perde o mandato de senador. Tanto a sessão quanto a votação serão secretas.   Renan é acusado também de beneficiar a cervejaria Shincariol, que comprou uma fábrica falida de sua família, e de ser dono oculto de duas emissoras de rádio em Alagoas. Na quarta denúncia, o PSOL pede que sejam ouvidos o advogado Bruno de Miranda Ribeiro Lins, que no ano passado fez a acusação a Renan  em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Marco Antonio de Oliveira, e o deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que também estariam envolvidos no esquema.    O PSOL pede à Mesa Diretora que seja ouvido também Luiz Garcia Coelho, ex-sogro de Bruno Lins e amigo de Calheiros.

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