Gabriela Bilo/Estadão
Gabriela Bilo/Estadão

PSL pode decidir sobre comandos de diretórios estaduais de SP, RJ e MG

Partido realiza reunião da Executiva para instituir Conselho de Ética 

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2019 | 10h25
Atualizado 22 de outubro de 2019 | 11h35

BRASÍLIA - Além de instituir o Conselho de Ética e iniciar o processo de suspensão de 19 parlamentares, o PSL pode ainda decidir nesta terça-feira, 22, sobre o comando dos diretórios estaduais de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os atuais titulares são, respectivamente, o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), o senador Flávio Bolsonaro (RJ) e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio

O partido realiza uma reunião da sua Executiva Nacional para instituir o Conselho de Ética do partido e para a abertura de processos de suspensão de 19 deputados. Esses parlamentares, todos da ala ligada ao presidente da República Jair Bolsonaro, foram notificados na segunda-feira, 21. O PSL chegou a enviar uma notificação para Eduardo Bolsonaro, que assumiu a liderança do partido, mas o gabinete do parlamentar não recebeu a documentação.

Segundo o senador Major Olímpio (PSL-SP), apenas processos de suspensão devem ser analisados nesta terça e as possíveis expulsões ficarão para um outro momento. Ele mais uma vez criticou a interferência do Palácio do Planalto na disputa pela liderança da bancada na Câmara. “Envolver o presidente (Jair Bolsonaro) na disputa foi péssimo”, disse ao chegar à reunião. “Ficou claro que o Eduardo só leva no tapetão.” 

Olímpio, que é ex-presidente do diretório estadual de São Paulo do PSL, defende que Eduardo seja tirado do comando do diretório paulista desde já. O senador afirma que, se o PSL decidir esperar o fim do mandato em 31 de dezembro, poderá comprometer as candidaturas do partido para 2020.

Terceira via

Delegado Waldir (GO), ex-líder da bancada na Câmara, admitiu que o PSL estuda um terceiro nome para assumir o posto. Na segunda, ele divulgou um vídeo entregando a liderança.  “Eu não falo (nome no vídeo) porque havia o diálogo como o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, de que nós iríamos para uma terceira via”, disse.

 Segundo Waldir, o nome, que ainda não estava definido, seria alguém da ala ligada ao presidente do partido, Luciano Bivar (PE). “Mas aí Vitor Hugo (PSL-GO) foi lá e atropelou”, afirmou. Na segunda, Vitor Hugo, que é líder do governo na Câmara, apresentou uma nova lista, que acabou sendo referendada pela Casa, levando Eduardo Bolsonaro a assumir o posto. 

Novos vice-líderes

Eduardo nomeou nesta terça seus novos vice-líderes. Todos são da ala "bolsonarista” do partido e  foram notificados na segunda-feira sobre o processo de suspensão pelo PSL. Eles deveriam comparecer à reunião do partido e têm prazo de cinco dias para apresentar defesa. 

O primeiro vice-líder é Filipe Barros (PSL-PR). Os outros são Sanderson (RS), Carla Zambelli (SP), General Girão (CE), Márcio Labre (RJ), Alê Silva (MG), Daniel Silveira (RJ), Chris Tonietto (RJ), Junio Amaral (MG), Bibo Nunes (RS), Bia Kicis (DF), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (RJ) e Luiz Ovando (MS).

Na segunda, em seu primeiro ato como novo líder do PSL na Câmara, Eduardo determinou o desligamento de todos os vice-líderes do partido na Casa. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.