PSDB vai pedir a expulsão dos 3 envolvidos no caso sanguessuga

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), anunciou hoje que o partido vai pedir a expulsão dos três deputados tucanos acusados de envolvimento com a máfia das ambulâncias. Os deputados Paulo Feijó (RJ), Eduardo Gomes (TO) e Itamar Serpa (RJ) fazem parte da lista de 57 parlamentares que são investigados pela Procuradoria-Geral da República e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os nomes foram divulgados hoje pelo comando da CPI dos Sanguessugas."O PSDB não admitirá em seus quadros pessoas envolvidas em quaisquer práticas ilícitas, especialmente em um episódio vergonhoso como este, que se convencionou chamar de escândalo dos sanguessugas. Não podemos, hipocritamente, exigir a moralidade e a honestidade, sem praticá-la. Não pode haver outro caminho senão a expulsão de nossos quadros", disse, por meio de nota.Caso encerrado O líder do PP na Câmara, deputado Mário Negromonte (BA), divulgou nota na qual afirma estar "surpreso e estarrecido" por seu nome integrar a lista dos parlamentares acusados. Na nota, ele ressalta que "não existe depósito da Planam" em nenhuma de suas contas bancárias e que seu nome "não consta em anotações no livro caixa da Planam".Negromonte observou que seu nome aparece no episódio dos sanguessugas apenas em "uma degravação de escuta telefônica da Polícia Federal onde terceiros apenas comentavam que eu tinha sido eleito líder do partido". Na nota, o pepista diz ainda que considerava o caso encerrado, "uma vez que a Procuradoria da Câmara já havia mandado arquivar por falta de provas". "Estou absolutamente tranqüilo pois meu nome não foi citado em nenhuma das principais acusações", afirma Negromonte. Ele informou que seu advogado vai acompanhar o caso para analisar "o teor da citação atual, sobre a qual ainda não tenho conhecimento". Grampo incorretoO deputado Welington Fagundes disse que não colocou emendas em favor do município de Juará (citado nos grampos) e que os valores de emendas atribuídas a ele nas conversas grampeadas são incorretos. "Não tenho qualquer ligação com os fatos objetos da gravação", afirma ele, na defesa encaminhada à Corregedoria da Câmara. Segundo Fagundes, os empresários estavam "usando a credibilidade do parlamentar como pretexto para atingir seus objetivos de ganhos". O deputado recorre a outro grampo, de um diálogo entre Maria da Penha Lino e Noriaque (marido de Penha e também ligado ao esquema), no qual ele é citado por "nunca ter feito p... nenhuma", motivo pelo qual não mereceria nenhuma ajuda e seria um empecilho à atuação do grupo. Na conversa gravada, Noriaque diz a Penha sobre Fagundes: "Nem conhece a gente".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.