'PSDB vai eleger prefeito em SP', diz presidente tucano

Sérgio Guerra afirma sentir 'admiração' por Kassab e critica escolha de Alckmin para disputar a Presidência

Paulo Maciel, da Agência Estado,

27 de novembro de 2007 | 10h41

O novo presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), disse que o partido não abre mão de lançar um candidato para disputar a Prefeitura de São Paulo. "O PSDB vai eleger o seu prefeito em São Paulo e ponto final", afirmou o senador durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Ele ressalvou que acha muito cedo para discutir o assunto e admitiu até ter "admiração" pelo atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM). "Eu entendo que ele queira ser prefeito", concedeu. "Mas nós somos uma força política que tem sido muitas vezes vitoriosa e que tem que disputar a eleição em São Paulo." Sérgio Guerra adiantou que o partido deverá usar as eleições municipais do próximo ano como laboratório para definir o método de escolha do candidato à Presidência em 2010. Ele admite que o partido possa optar por realizar prévias entre os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG). "Nós vamos avançar para isso agora nas eleições municipais e nos preparar para isso", sustentou. Ele criticou ainda o processo de escolha adotado pelo PSDB na última eleição presidencial. "Eu acho que nós erramos muito na forma como resolvemos a última escolha de candidato a presidente. O processo de escolha do partido não será o mesmo", garantiu. "Poderão ser as primárias, se for preciso." Terceiro mandato Sobre as recentes discussões acerca de um possível terceiro mandato para o presidente Lula, o senador tucano acusou setores petistas de golpismo. Por outro lado, disse não acreditar que o presidente concorde com a tese golpista. Mas admitiu ter ficado preocupado com a defesa que o presidente brasileiro fez da democracia plebiscitária de Hugo Chávez.  "Ele (Lula) fazer a média dele com o Chávez acho um pouco irresponsável, mas está no limite, agora entrar no conteúdo com esse tipo de afirmação eu acho desastroso", criticou. "Mas eu acho que não será isso que fará a diferença no Brasil. Nós temos uma democracia consistente." CPMF Para o presidente do PSDB, o partido que criou a CPMF não tem sido incoerente ao pregar agora o voto contra a prorrogação do imposto. "No começo da legislatura passada, quando da discussão da reforma tributária no Senado, por proposta do PSDB houve o entendimento de que a CPMF teria uma redução gradual de suas alíquotas", lembrou o senador pernambucano.  "A proposta de reforma tributária previa um ajuste de conduta entre nós, o PT e o governo para que agora não tivesse mais CPMF, ou apenas CPMF para efeito fiscalizatório." E garantiu que o governo não terá uma crise fiscal por conta do fim do imposto, pois estaria trabalhando com orçamento subestimado: "Não tenho a menor dúvida de que também as receitas estarão subestimadas para o ano que vem".

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