PSDB tenta suspender eleição indireta em Tocantins

Tucanos alegam que mudanças em processo eleitoral devem ser realizadas um ano antes do pleito

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

01 de outubro de 2009 | 19h50

O PSDB ingressou na tarde desta quinta-feira, 1, com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a realização da eleição indireta para governador de Tocantins, marcada para quinta-feira, 8. A legenda alega que a disputa fere o princípio da anterioridade, já que mudanças em um processo eleitoral devem ser realizadas pelo menos um ano antes do pleito.

 

A eleição indireta no Estado foi aprovada pela Assembleia Legislativa no dia 10 de setembro. No dia 26, foi oficializada a data - 8 de outubro. "Não podem ser aplicadas mudanças que ocorrerem até um ano da data das eleições", ressalta o partido, no documento. O relator do caso é o ministro Cezar Peluso.

 

Desde que os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ratificaram em setembro decisão tomada em junho que cassou o peemedebista Marcelo Miranda do cargo de governador de Tocantins, o PSDB defende a realização de eleição direta para a escolha de seu substituto no cargo. O tucano Siqueira Campos foi o segundo colocado nas eleições de 2006.

 

A disputa em Tocantins deverá ter como candidatos os peemedebistas Carlos Henrique Gaguim, presidente licenciado da Assembleia Legislativa, e o ex-prefeito da capital Palmas, deputado Derval de Paiva. O governador que for eleito pelos deputados estaduais ficará apenas um ano e três meses no cargo. O favorito na disputa é Gaguim, aliado político do governador cassado Marcelo Miranda.

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