Alckmin evita afirmar que PSDB apoiará impeachment de Dilma

Esquivas do governador aconteceram um dia depois de seu partido ter defendido a saída da presidente e a convocação de novas eleições durante a convenção nacional da sigla

José Roberto Castro e Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2015 | 13h08

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), evitou comentar, em coletiva na manhã desta segunda-feira, 6, sobre a possibilidade de o PSDB apoiar abertamente o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Depois de dizer na convenção nacional do PSDB que "o PT chegou ao fundo do poço" e que cabe ao PSDB "não deixar carregar o Brasil junto", o governador foi questionado pelo Broadcast Político se a estratégia dos tucanos passava por uma interrupção de mandato da petista.

"Temos (o PSDB) que ajudar o Brasil e principalmente não deixar que a conta caia na população mais pobre e nos trabalhadores", respondeu Alckmin após discursar na abertura da feira de calçados Francal. "É emprego, emprego e emprego. É preservar o emprego. Aqui está um bom exemplo", disse Alckmin, em referência à feira.

Alckmin voltou a minimizar a disputa interna entre ele e o senador Aécio Neves pela candidatura presidencial dos tucanos em 2018. Segundo Alckmin, falta muito tempo para a próxima eleição. "Candidatura presidencial não se persegue nem se recusa, se for convocado, mas tudo tem seu tempo", disse o governador, reiterando que ainda tem "muito tempo" até o próximo pleito presidencial.

Esta foi a primeira declaração pública do governador paulista depois do discurso na convenção nacional do PSDB. No encontro com os correligionários no domingo, Alckmin fez duras críticas ao PT dizendo que o partido "contaminou" o Estado como um "parasita".

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