Sergio Dutti/AE
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PSDB sugere 'Congresso Novo' e restrições para diretor-geral

Após discurso de Sarney, Arthur Virgílio e Sérgio Guerra pedem reforma para recuperar imagem do Senado

16 de junho de 2009 | 17h47

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), sugeriu nesta terça-feira, 16, uma reforma profunda para acabar com a crise do Senado. "O modelo do Senado, como está estruturado, é inadequado. Cometemos alguns bons pecados? Cometemos. O Senado está fora da linha de corrupção? Não está. Reforma precisa reduzir Senado, tem gente demais para trabalho de menos. Para que tanta gente, meu Deus?", disse após discurso do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

 

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Guerra pediu um Congresso Novo ainda nesta legislatura e que a iniciativa seja liderada por Sarney. “É um absurdo do ponto de vista do interesse público o quanto o Senado custa e o tanto que ele produz. Temos a obrigação de fazer um Congresso novo”, disse Guerra.

 

Falou também o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), que sugeriu a Sarney que a escolha do diretor-geral do' Senado seja referendada pelo Plenário. A ideia é que a indicação continue sendo do presidente, mas que essa escolha passe pelo crivo dos demais senadores.

Para Arthur Virgílio, isso pode ajudar a acabar com o que chamou de "poder monárquico" do diretor-geral da Casa. "Nós aprovemos rapidamente a limitação do mandato do diretor-geral e aprovação do nome do diretor pelo plenário como se faz com qualquer autoridade."

 

Virgílio disse ainda que Agaciel Maia, que deixou o cargo após denúncia de que não teria declarado uma casa no valor de R$ 5 milhões, montou um "fã-clube" com seus favores e raízes.  “Com todo esse tempo no poder a pessoa se torna uma figura acima das leis da Casa. Não há como dizer que não houve distorções. Grande parte do que está sendo denunciado é verdade”, disse.

 

(Com Agência Brasil e Agência Senado)

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