PSDB só negocia CPMF se desoneração for de R$ 10 bi, diz Tasso

Presidente do partido diz que a proposta, de desonerar R$2 bi, está 'distante da realidade'; PSDB fecha contra

CIDA FONTES, Agencia Estado

06 de novembro de 2007 | 17h06

Ao reafirmar nesta terça-feira, 6, que a negociação com o governo sobre CPMF está encerrada, o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati(CE), admitiu voltar a conversar se o governo apresentar uma nova proposta que signifique, no mínimo, uma redução da carga tributária em R$ 10 bilhões ano.O governo propôs uma desoneração de R$ 2 bilhões que será compensada com o aumento da arrecadação da CPMF que passará dos R$ 40 bilhões em 2007 para R$ 41,5 bilhões em 2008.   Veja Também:    Entenda como é a cobrança da CPMF  Veja a proposta do governo sobre a CPMF apresentada ao PSDB PSDB encerra negociação e decide votar contra CPMF PSDB recusa proposta do governo de isentar CPMF até R$4.340     Isto significa, destacou o senador, que o governo vai abrir mão de apenas 500 milhões porque o restante será compensado com o aumento da arrecadação."O governo não meteu a mão no bolso próprio para continuar metendo a mão no bolso do contribuinte", comentou o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado.   A bancada de senadores do PSDB fechou posição contra a emenda que prorroga até 2011 a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Dos 13 senadores do partido, nove votaram pelo encerramento já das negociações com o governo e decidiram que votarão contra a emenda no plenário do Senado.   Os quatro votos favoráveis ao governo foram dados sob a alegação de que o partido deveria esticar a negociação. Nessa linha se pronunciaram os senadores Tasso Jereissati (CE), presidente nacional do partido, o senador Sérgio Guerra (PE), que assumirá o comando o partido no final do mês, e os senadores Eduardo Azeredo (MG) e Lúcia Vânia (GO).     Segundo Tasso, a proposta do governo está tão distante da realidade que "é impossível continuar as conversas neste momento". Tasso disse que a bancada está unida e vai votar unida contra a prorrogação da CPMF.   Anteriormente, o senador Sergio Guerra (PSDB-PE) já havia dito que o PSDB não aceitaria as propostas apresentadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em reunião nesta manhã. "Não aceitamos. Não foram suficientes", disse ao chegar ao Senado.   O governo propôs isentar de CPMF quem ganha até R$ 4.340,00. Acima deste valor, segundo o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, haveria um abatimento de R$ 214 por ano. O líder, no entanto, disse que o impasse envolvendo a reforma tributária e novas desonerações faz com que o PSDB considere que a proposta ainda é insuficiente para "comover" o partido.           Quase tudo   O governo aceitou praticamente todas as exigências feitas pelo PSDB, como o envio ao Congresso de uma proposta de reforma tributária, a criação de regras e limites para o endividamento da União, facilidades para Estados e municípios pagarem seus precatórios - dívidas decorrentes de sentenças judiciais - e o repasse de mais R$ 24 bilhões para a saúde.   O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT), disse, nesta manhã, que prevê uma disputa acirrada entre governo e oposição na votação da CPMF. "Dizer que uma das partes já ganhou seria precipitação e acho que será uma disputa acirrada entre a aprovação e a não aprovação da CPMF."

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