PSDB-RJ abrirá processo interno contra 4 parlamentares

O presidente do PSDB do Rio de Janeiro, deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, anunciou hoje que três vereadores da bancada tucana na capital - Patrícia Amorim, Luiz Guaraná e Luiz Carlos Ramos - e o deputado estadual Pedro Paulo, também tucano, terão de responder a processo disciplinar no Conselho de Ética do partido. Os quatro parlamentares ligados ao ex-secretário geral do PSDB Eduardo Paes desistiram de trocar o PSDB pelo PMDB depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que poderia levá-los a perder o mandato por infidelidade partidária. Agora, correm o risco de ficar de fora da eleição de 2008 se o partido os suspender, expulsar ou lhes negar legenda. Corrêa da Rocha, autor da representação, acusa os parlamentares de assediarem pré-candidatos a vereador do PSDB a acompanhá-los na migração de Eduardo Paes e seu grupo político para o PMDB, a convite do governador do Rio, Sérgio Cabral. Segundo o presidente regional do partido, os tucanos chegaram a calcular a debandada de até 70 pré-candidatos, o que para ele significaria o esvaziamento da nominata tucana para as eleições municipais e a desestruturação do partido no Rio. Para o deputado, os quatro parlamentares infringiram o código de ética do partido ao assediar os tucanos. "Achei isso um comportamento inaceitável. Várias pessoas deixaram o PSDB e não fizeram isso. É inaceitável uma pessoa sair do partido com o objetivo de desestruturá-lo", disse Corrêa da Rocha, que voltou a criticar Paes, o único do grupo que efetivou a transferência para o PMDB. Entre os documentos e recortes de jornais que o deputado reuniu no processo aberto ontem pela Executiva Estadual tucana, está a ata de filiação de Paes ao PMDB, no último dia 3, em que também estão os nomes de Pedro Paulo, Patrícia, Ramos e Guaraná. O deputado disse que, se os parlamentares tivessem deixado o partido, o PSDB do Rio pediria seus mandatos com base na decisão recente do STF. "O único partido forte neste País é o PG, o partido do governo. Ser oposição é resistir, é ter clareza ideológica. A decisão do Supremo é saneadora e moralizadora", afirmou.

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