PSDB reúne-se para definir agenda eleitoral

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, afirmou que a cúpula do PSDB irá se reunir hoje em Belo Horizonte para a discussão de "uma agenda de prioridades" do partido para a campanha eleitoral deste ano. Além de Aécio, estarão no encontro o presidente da legenda, senador Tasso Jereissati (CE), o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e o pré-candidato tucano à Presidência, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin.O governador mineiro não deu detalhes desta agenda de prioridades do partido, e não deve participar do encontro o PFL, provável aliado do PSDB na campanha. Aécio, Alckmin e os senadores do PFL, Jorge Bornhausen (SC) e Heráclito Fortes (PI), visitaram a 72ª Expozebu, em Uberaba (MG).De acordo com Alckmin, na conversa de hoje à noite será definida ainda a entrada de dois ex-secretários e de um atual secretário de Aécio do governo de Minas Gerais na campanha política. Marcos Pestana, ex-secretário de Saúde, Antonio Augusto Anastásia, ex-secretário de Planejamento, e o atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Wilson Brumer, irão participar da elaboração do programa de governo de Alckmin, chamada "Agenda Positiva 2007" pelo ex-governador.Apesar de não participar do encontro de hoje à noite, Bornhausen nomeou como os principais membros da Agenda Positiva os ex-ministros da Fazenda Gustavo Krause, e da Agricultura, Marcos Vinicius Pratini de Moraes. Krause ficará responsável pelo plano de governo e Pratini irá participar da coordenação da campanha.ExpozebuA visita de Alckmin, Aécio e dos senadores pefelistas na exposição de Uberaba acontece em ritmo de campanha eleitoral. O ex-governador paulista caminhou pela feira, tomou chimarrão, comeu espetinho e vestiu uma camiseta da campanha "Coma Carne". Ele fez um breve discurso, no qual voltou a criticar a política tributária e fiscal do governo, e principalmente as falhas na defesa sanitária, que propiciaram, no ano passado, o ressurgimento da febre aftosa no Brasil. Por fim, Alckmin defendeu, sob aplausos, a segurança no campo. "Se queremos uma democracia, temos de respeitar a lei", concluiu Alckmin, que tem ainda uma reunião com a diretoria Associação Brasileira dos Criadores de Zebu.

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