PSDB reúne Alckmin e Aloysio para evitar racha

Temendo repetição de 2008, tucanos promovem encontro simbólico de pré-candidatos em SP

Julia Duailibi, O Estadao de S.Paulo

15 de abril de 2009 | 00h00

Na tentativa de evitar que o racha no PSDB na eleição municipal de 2008 se repita na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes no ano que vem, tucanos articularam uma aproximação simbólica entre os dois nomes que postulam a indicação: os secretários Aloysio Nunes Ferreira (Casa Civil) e Geraldo Alckmin (Desenvolvimento). Um jantar num restaurante argentino, na região dos Jardins, em São Paulo, há duas semanas, selou uma aproximação entre os pré-candidatos e demonstrou para o público interno um clima de cordialidade. A ideia foi passar a mensagem de que os tucanos paulistas não estarão divididos em 2010, como ocorreu no ano passado - na ocasião, parte do PSDB apoiou a candidatura Alckmin para a prefeitura paulistana, enquanto outro setor defendeu a reeleição de Gilberto Kassab (DEM). A articulação foi feita pelo deputado estadual Pedro Tobias e por Rubens Cury, subsecretário de Relacionamento com Municípios, ambos da região de Bauru, interior de São Paulo."Muita gente quer ver sangue. Há fofoca, para lá e para cá. Fofoca só prejudica todo mundo e ajuda os adversários. O encontro serviu para mostrar um mínimo de harmonia entre os dois", afirmou Pedro Tobias. De acordo com Aloysio, no encontro, que foi importante por seu simbolismo, pouco se tratou de política. "Somos amigos, companheiros. Não somos agora candidatos, mas, sim, secretários. Não há hipótese de haver um racha", afirmou o secretário da Casa Civil. "A possibilidade de um racha em São Paulo é remota. É o que tenho ouvido do Alckmin, do Aloysio e do Serra", disse o presidente estadual do PSDB, deputado Mendes Thame.A escolha do candidato em São Paulo passará pelo governador José Serra, que, por enquanto, tem deixado as duas pré-candidaturas "evoluírem naturalmente", segundo definição ouvida no partido. Desde que aceitou o convite de Serra para assumir a Secretaria de Desenvolvimento em janeiro, Alckmin tem dito que não irá contra os desejos do governador. Para se viabilizar, age de forma discreta. Recentemente se encontrou com Orestes Quércia (PMDB), que apoia os tucanos - ele terá uma das duas vagas para disputar o Senado - e com Jorge Bornhausen (DEM). Uma das tarefas é diminuir a resistência do DEM, principalmente da ala ligada a Kassab, a seu nome.A favor de Alckmin está o bom desempenho nas pesquisas. Já Aloysio, próximo do governador, é um habilidoso articulador político. Conta com a simpatia da maioria dos aliados dos tucanos. FRASESPedro TobiasDeputado estadual"Muita gente quer ver sangue. Fofoca prejudica todo mundo e ajuda os adversários. O encontro serviu para mostrar um mínimo de harmonia entre os dois"Aloysio Nunes FerreiraSecretário da Casa Civil"Somos amigos, companheiros. Não somos agora candidatos, mas, sim, secretários"

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