PSDB reforça conversas para barrar 3º mandato de Lula

A preocupação com um eventual terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a tônica do jantar que reuniu ontem os principais líderes do PSDB. O temor parte sobretudo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador de São Paulo, José Serra. "Há uma convicção de que esse movimento é crescente", afirmou um dos participantes do encontro. Diante desse cenário, os tucanos devem reforçar as conversas internas para tentar interromper qualquer tipo de ação que leve ao terceiro mandato.A principal ação será no Congresso, adotando uma oposição mais firme ao governo de Lula. O grupo, formado por Fernando Henrique, Serra, o governador de Minas, Aécio Neves, e os senadores Sergio Guerra (PE), Tasso Jereissati (CE) e Arthur Virgílio (AM), pensou em fazer uma nota para expressar a posição contrária à mudança de regras eleitorais pelo atual governo. Mas, entenderam ao final, que isso só ajudaria a reforçar o debate no PT, dando mais visibilidade ao assunto.Menos apreensivos que Fernando Henrique e Serra estavam o governador mineiro e o novo presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Ambos acham que não há espaço político para "um golpe" dessa natureza. Eles avaliam que o próprio presidente Lula barraria esses movimentos por conta de seu passado ao lado dos setores democráticos e progressistas. Eles também entendem que o Congresso, a mídia e o Judiciário iriam reagir. CPMFOutro assunto do jantar dos líderes tucanos foi a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Os governadores de São Paulo e de Minas voltaram a defender a manutenção do tributo com receio de represálias do governo federal. No entanto, ouviram dos três senadores presentes que agora não dá para recuar e que a bancada está firme na posição de votar contra o tributo. "Não há dúvida de que não vamos alterar essa posição", afirmou Sergio Guerra.

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